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Indústrias da UE se preparam para demissões com alta de energia por guerra no Irã

Indústrias da UE se preparam para demissões com alta de energia por guerra no Irã
Rivanshi Rakhrai
03 de jun. de 2026, 09:30 AM

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Comprar vencedores europeus de redes e eficiência

Compra: Siemens Energy (ENR) e Schneider Electric (SU). Se a energia permanecer cara, empresas e governos pressionam mais por eficiência, eletrificação, modernizações da rede e gestão de energia para reduzir o desperdício e melhorar a confiabilidade. A notícia é negativa para a produção intensiva em energia, mas positiva para os equipamentos e serviços que reduzem a intensidade energética.

Key Risk: A demanda por projetos de rede/eficiência é adiada por recessão ou cortes orçamentários, e os pedidos desaceleram antes que a dor dos custos de energia force as modernizações.

Venda a descoberto em industriais europeus intensivos em energia

Venda a descoberto: iShares MSCI Europe Industrials ETF (IEUR) e/ou nomes específicos de alto consumo energético como Thyssenkrupp (TKA) e BASF (BAS). O artigo sinaliza risco de emprego concentrado em setores intensivos em energia (autos, metais, químicos, transportes) devido a custos de energia mais altos ligados à guerra no Irã — isso atinge as margens primeiro, depois o CapEx e as contratações. Use o ETF para uma exposição mais limpa, ou os nomes individuais para maior convicção onde a intensidade energética for mais alta.

Key Risk: Os preços da energia rapidamente retornam à média (ou governos limitam/compensam custos), de modo que as margens se estabilizam e as demissões não se materializam.

  • UE alerta que 1,3 milhão de empregos podem estar ameaçados este ano.
  • Indústria automotiva enfrenta o maior potencial de perdas de emprego.
  • A alta dos preços de energia pode também afetar famílias de baixa renda.

Os setores automotivo, de construção, metais, químicos e de transportes da Europa podem perder até 1,3 milhão de empregos este ano devido a um forte aumento nos preços de energia ligado ao conflito EUA-Irã, disse a Comissária Europeia para o Emprego Roxana Minzatu na quarta-feira.

Em entrevista coletiva, Minzatu alertou que setores intensivos em energia em toda a União Europeia podem enfrentar pressão significativa, à medida que os custos de energia mais altos pesam sobre as operações empresariais e a competitividade.

"Devido à guerra no Oriente Médio, até 1,3 milhão de empregos estão em risco, e estamos a falar de empregos, particularmente, na indústria intensiva em energia", disse Minzatu.

Setor automotivo pode sofrer o maior impacto potencial

De acordo com estimativas da Comissão Europeia, a indústria automotiva da UE pode registrar o maior número de potenciais perdas de emprego entre os setores afetados.

A Comissão estimou que até 600.000 empregos no setor automotivo podem estar em risco.

O setor é considerado particularmente vulnerável ao aumento dos custos de energia devido às suas extensas operações de fabricação e requisitos da cadeia de suprimentos.

O alerta surge enquanto os formuladores de políticas avaliam as consequências econômicas mais amplas dos preços de energia elevados sobre setores industriais-chave em todo o bloco.

Construção, metais e indústria química também sob pressão

Além da indústria automotiva, outros setores intensivos em energia também podem enfrentar reduções de mão de obra.

A Comissão Europeia estimou que os setores de construção, metais, químicos e transportes, juntos, podem perder 56.000 empregos.

Essas indústrias dependem fortemente de energia para atividades de produção, processamento e logística, tornando-se especialmente sensíveis às flutuações nos preços de energia.

As potenciais perdas de emprego ressaltam os desafios mais amplos enfrentados pela indústria europeia, à medida que as empresas lidam com custos operacionais mais altos.

Empregos na fabricação de energia limpa em risco

O impacto do aumento dos custos de energia também pode se estender a setores associados aos esforços de transição energética da Europa.

Segundo as estimativas da Comissão, cerca de 85.000 empregos ligados a projetos de baterias podem estar em risco.

Além disso, 58.852 empregos na fabricação de painéis solares também podem ser afetados.

A indústria siderúrgica pode enfrentar pressão adicional, com outros 4.500 empregos potencialmente em risco devido a medidas de baixo carbono, segundo os números apresentados.

As estimativas destacam a preocupação de que preços de energia mais altos possam afetar tanto setores industriais tradicionais quanto indústrias emergentes de energia limpa.

Custos mais altos para famílias

O impacto econômico pode não se limitar a empresas e trabalhadores.

A Comissão estimou que famílias de baixa renda poderiam gastar adicionalmente 1,4% da sua renda com combustível para transporte como resultado dos preços de energia mais altos.

O aumento dos custos com combustíveis pode pressionar ainda mais os orçamentos domésticos, especialmente entre os grupos de renda mais baixa.

Implicações amplas para a força de trabalho da Europa

O impacto potencial no emprego ocorre em meio a um grande mercado de trabalho europeu.

Segundo números citados pela Comissão, o setor manufatureiro da UE emprega cerca de 30 milhões de pessoas.

O setor de serviços responde por quase 87 milhões de empregos.

Os comentários de Minzatu ressaltam preocupações sobre como aumentos sustentados nos preços de energia poderiam afetar o emprego em diversos setores, com os setores intensivos em energia apontados como os que enfrentarão os maiores desafios se os custos elevados persistirem.