Goldman Sachs alcança US$1 tri em M&A; IPO da SpaceX amplia prestígio de Wall Street

Goldman Sachs alcança US$1 tri em M&A; IPO da SpaceX amplia prestígio de Wall Street
Devesh Kumar
17 de jun. de 2026, 07:01 AM

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Invezz
Goldman Sachs (GS)

Comprar GS. O artigo demonstra um ritmo histórico de mais de US$1 tri em assessoria de M&A, além de um “halo” da SpaceX que impulsiona tanto as receitas com taxas quanto o fluxo de clientes. O mercado já está recompensando a narrativa, mas o caso otimista é que os IPOs geram um efeito multiplicador: mais financiamentos, hedges e trading secundário por meses. A GS está posicionada como beneficiária primária desse ciclo, e os preços-alvo dos analistas se agrupam bem abaixo do preço atual de cerca de US$1.090, deixando espaço para novo reajuste de valuation se o ímpeto dos negócios continuar.

Key Risk: A atividade de negócios esfria rapidamente e os volumes de trading/financiamento diminuem, de modo que a avaliação premium da ação não pode ser justificada.

Morgan Stanley (MS)

Comprar MS. Se o efeito multiplicador da SpaceX/IPO for real, o benefício deve se espalhar pelas principais franquias de subscrição e mercados de capitais, não apenas para a GS. O artigo observa que o MS também está em torno da zona de preço-alvo de cerca de US$900, enquanto o mercado mais amplo já precifica uma recuperação de Wall Street; o MS pode recuperar terreno se os investidores mudarem de “GS is special” para “the whole investment-banking complex is working”.

Key Risk: O impulso de IPO/financiamento está concentrado na GS (ganhos de participação no mercado não se ampliam), deixando o MS atrasado apesar das manchetes fortes.

  • Goldman supera US$1 trilhão em volume de assessoria em M&A no 1º semestre.
  • Dados da Dealogic registram o ritmo mais rápido já visto para um banco de investimento.
  • IPO da SpaceX adiciona impulso de receitas com taxas e prestígio à trajetória do Goldman.

O Goldman Sachs ultrapassou 1 biliões USD (aprox. R$ 5,3 biliões) em volume anunciado de assessoria em M&A no primeiro semestre de 2026, atingindo o ritmo mais rápido já registrado por um banco de investimento.

O marco, com base em dados da Dealogic citados pelo Goldman Sachs, ocorre em meio a uma forte recuperação na atividade de fusões e aquisições e nos mercados de capitais.

A notícia também surge dias depois de o Goldman atuar como coordenador-líder na estreia histórica da SpaceX no mercado, que impulsionou a avaliação da empresa liderada por Elon Musk para além de 2 biliões USD (aprox. R$ 10,5 biliões).

Para o Goldman, a questão é se um boom histórico na banca de investimento pode justificar uma ação que já negocia acima de grande parte das faixas de preço-alvo de Wall Street.

Sequência recorde do Goldman Sachs

A arrecadação de M&A de mais de US$ 1 trilhão do Goldman reflete uma forte retomada da confiança nos conselhos de administração após um período mais quieto para negócios globais.

O banco assessorou algumas das maiores transações do ano, incluindo a venda da Dominion Energy por 66,8 mil milhões USD (aprox. R$ 350,8 mil milhões) para a NextEra Energy, a combinação do negócio de alimentos da Unilever com a McCormick por 44,8 mil milhões USD (aprox. R$ 235,3 mil milhões), e a aquisição da AES por 33,4 mil milhões USD (aprox. R$ 175,4 mil milhões) por um consórcio liderado pela Global Infrastructure Partners da BlackRock e pela EQT.

A SpaceX não é uma transação de M&A, mas acrescenta ao mesmo ímpeto na banca de investimento.

O Goldman conquistou a cobiçada posição de coordenador-líder na oferta pública inicial (IPO) da empresa de foguetes e satélites, o lugar mais influente na página de abertura de uma oferta.

A SpaceX precificou a US$135 por ação e ultrapassou uma avaliação de 2 biliões USD (aprox. R$ 10,5 biliões) em sua estreia, conferindo ao Goldman tanto taxas quanto prestígio em uma das listagens mais observadas da história do mercado.

O pagamento pela subscrição também é significativo.

Espera-se que Goldman e Morgan Stanley ganhem, cada um, cerca de 100 milhões USD (aprox. R$ 525,2 milhões) com a IPO da SpaceX, segundo reportagens que citam o registro regulatório da empresa.

O CEO do Goldman, David Solomon, disse em um post no LinkedIn que os volumes globais de M&A já excederam 2,6 biliões USD (aprox. R$ 13,7 biliões) este ano, à medida que a inteligência artificial e a consolidação estratégica remodelam setores.

Matt McClure, co-chefe global de banca de investimento do Goldman, disse à Reuters que “CEOs e conselhos estão adotando uma visão estratégica de longo prazo” apesar de um cenário complexo.

Veredicto dividido de Wall Street sobre a ação

A tensão é que o momentum operacional do Goldman ainda não se traduziu totalmente em entusiasmo dos analistas aos preços atuais.

O JPMorgan recentemente elevou seu preço-alvo para o Goldman Sachs para US$900, ante US$826, mas manteve a classificação Neutra.

O Morgan Stanley também girou em torno da marca de US$900, enquanto a CICC Research está mais construtiva, elevando seu preço-alvo para US$980 com classificação Outperform.

O DBS Bank e a BofA Securities estão mais otimistas, com alvos em torno de US$1.050, enquanto a Zacks Research anteriormente rebaixou o Goldman de Compra Forte para Manter.

Isso ainda deixa uma lacuna. As ações do Goldman têm sido negociadas recentemente por volta de US$1.090, acima do preço-alvo médio dos analistas de cerca de US$942.

Em termos claros, o mercado já precificou muitas boas notícias. A ação está sendo recompensada por um trading mais forte, retomada de M&A, maior atividade de IPOs e pelo efeito halo da SpaceX.

Mas vários analistas parecem relutantes em persegui-la mais adiante nesta avaliação.

Rob Dwyer e Ayano Tsunoda, do JPMorgan, em uma nota citada pelo MarketWatch, disseram que os investidores podem estar subestimando “um efeito multiplicador de IPOs e operações de financiamento” sobre os bancos de Wall Street.

O ponto deles é que uma mega-listagem não gera apenas taxas de subscrição, mas também pode impulsionar o trading secundário, a atividade de financiamento, operações de hedge e fluxos de clientes.

Esse é o argumento do otimismo. A visão cautelosa é mais simples: o Goldman já subiu muito, e mesmo um fluxo robusto de negócios pode não ser suficiente se os investidores acreditarem que os lucros estão no pico.