Moscou condena pressão dos EUA sobre a mídia russa e a considera "inaceitável"

Moscou condena pressão dos EUA sobre a mídia russa e a considera "inaceitável"
Diya Poddar
06 de set. de 2024, 15:53 PM
  • O Departamento de Justiça dos EUA acusou Dimitri Simes e Anastasia Simes de esquemas para violar sanções dos EUA.
  • Sanções dos EUA têm como alvo a RT e seus principais editores por supostas tentativas de influenciar a eleição presidencial dos EUA.
  • Moscou promete impor restrições à mídia dos EUA na Rússia como medida de retaliação.

A Rússia denunciou as recentes sanções dos EUA contra a mídia e jornalistas russos, acusando Washington de aplicar "pressão inaceitável" para suprimir a perspectiva da Rússia sobre assuntos globais.

O Departamento de Justiça dos EUA acusou o colaborador de TV russo Dimitri Simes e sua esposa, Anastasia Simes, de esquemas para violar sanções dos EUA, além de sancionar a emissora estatal russa RT e seus principais editores.

Essas ações fazem parte de esforços mais amplos dos EUA para combater a desinformação russa e as campanhas de influência antes das próximas eleições nos EUA.

Em resposta, Moscou prometeu impor suas próprias restrições à mídia dos EUA na Rússia.

O Kremlin criticou as sanções dos Estados Unidos como um esforço para suprimir a narrativa da Rússia sobre os eventos mundiais.

O porta-voz russo Dmitry Peskov afirmou que as ações de Washington foram projetadas para garantir que a perspectiva da Rússia fosse inacessível ao público internacional, enfatizando que "isso nada mais é do que pressão flagrante".

As sanções dos EUA têm como alvo diversas figuras e entidades da mídia russa, incluindo a editora-chefe da RT, Margarita Simonyan, e sua vice, Elizaveta Brodskaia.

As sanções ocorrem em meio a preocupações constantes em Washington sobre os esforços russos para interferir no cenário político dos EUA, principalmente antes das próximas eleições presidenciais.

Departamento de Justiça acusa jornalistas russos

O Departamento de Justiça dos EUA acusou o colaborador de TV russo Dimitri Simes e sua esposa, Anastasia Simes, de esquemas para violar sanções dos EUA.

Essas acusações seguem a sanção da RT e seus principais editores, que foram acusados de tentar influenciar a eleição presidencial dos EUA por meio de desinformação e propaganda.

O casal teria recebido mais de US$ 1 milhão e um carro particular com motorista por seu trabalho no Channel One da Rússia desde junho de 2022, uma rede já sancionada pelos EUA após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

As recentes acusações e sanções levantaram preocupações sobre o papel da mídia russa na disseminação de desinformação, o que Washington vê como uma ameaça aos processos democráticos.

Tesouro dos EUA tem como alvo figuras da mídia russa

O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra 10 indivíduos e duas entidades ligadas às operações da mídia estatal russa. Isso inclui figuras-chave da emissora estatal russa RT, como sua editora-chefe Margarita Simonyan.

Esses indivíduos e entidades são acusados de contribuir para as tentativas da Rússia de interferir no processo político dos EUA por meio da mídia e de plataformas online.

As sanções direcionadas são parte de uma estratégia mais ampla dos EUA para coibir operações de influência russa que poderiam atrapalhar o processo eleitoral.

Rússia promete medidas retaliatórias contra os EUA

Em resposta às sanções dos EUA, Moscou prometeu impor restrições à mídia americana que opera na Rússia.

Peskov destacou que a Rússia consideraria a natureza da cobertura desses meios de comunicação, especialmente em relação ao conflito na Ucrânia, e aplicaria as medidas adequadas.

Embora restrições específicas não tenham sido divulgadas, Peskov observou que a Rússia consideraria a disseminação de informações "unilaterais" ou "notícias falsas".

Peskov admitiu que "no estado de guerra em que nos encontramos, as restrições são justificadas e a censura também é justificada", refletindo a posição da Rússia em controlar o fluxo de informações em meio ao conflito em curso com a Ucrânia.

As crescentes sanções e contramedidas marcam uma deterioração significativa nas relações com a mídia entre os EUA e a Rússia.

Com ambas as nações acusando uma à outra de manipular informações e influenciar a opinião pública, o conflito destaca o uso crescente da mídia como ferramenta de governo em conflitos geopolíticos.

À medida que as eleições nos EUA se aproximam, essas tensões provavelmente se intensificarão, com cada lado buscando controlar a narrativa e mitigar a influência estrangeira.