A bolsa de criptomoedas Kraken planeja lançar sua própria rede blockchain em 2025

A bolsa de criptomoedas Kraken planeja lançar sua própria rede blockchain em 2025
Charles Thuo
24 de out. de 2024, 13:45 PM
  • A Kraken planeja lançar seu blockchain, Ink, no início de 2025.
  • O Ink aumentará a acessibilidade do DeFi sem emitir um novo token, com foco em serviços.
  • Uma rede de testes para desenvolvedores do Ink está programada para o final de 2024, com planos para descentralização gradual.

A Kraken, uma das principais exchanges de criptomoedas do mundo, anunciou seus planos de lançar sua própria rede blockchain, chamada "Ink", no início de 2025.

A empresa sediada em São Francisco está posicionando esta nova iniciativa como uma solução para tornar as finanças descentralizadas (DeFi) mais acessíveis para usuários de varejo e institucionais.

A mudança faz parte de uma tendência mais ampla entre exchanges de criptomoedas como a Coinbase, que lançou seu próprio blockchain Base em 2023.

A proposta do blockchain Ink

O Ink será uma solução de escalonamento de camada 2 (L2) do Ethereum, uma rede projetada para aprimorar os recursos do Ethereum oferecendo transações mais rápidas e baratas.

Semelhante ao Base da Coinbase, o Ink aproveitará o conjunto de desenvolvedores da Optimism, aproveitando tecnologia de ponta para dar suporte a aplicativos descentralizados (dApps).

O blockchain da Kraken oferecerá suporte a uma ampla gama de protocolos DeFi, como exchanges descentralizadas (DEXs) e plataformas de empréstimo, ao mesmo tempo em que simplificará a experiência do usuário por meio de seu aplicativo de carteira.

O fundador da Ink, Andrew Koller, enfatizou o foco da Kraken em tornar o DeFi amigável ao usuário, observando que a interface foi projetada para parecer familiar aos usuários de aplicativos financeiros tradicionais. “É uma experiência muito fácil de usar, no estilo Apple”, explicou Koller em uma entrevista à Bloomberg.

A Kraken visa unir ecossistemas centralizados e descentralizados, permitindo que os usuários se envolvam perfeitamente em atividades financeiras sem necessidade de confiança na cadeia.

Uma característica de destaque do Ink é que a Kraken não planeja emitir seu próprio token — um afastamento marcante das estratégias empregadas por outras exchanges. Em vez disso, a Kraken está se concentrando em expandir seus serviços e integrá-los à plataforma, fornecendo um ecossistema tudo-em-um para seus usuários.

Essa decisão contrasta com o crescimento notável experimentado por tokens de exchange, como o BNB da Binance, que se tornaram essenciais para os ecossistemas de suas respectivas plataformas.

Testnet de desenvolvedor da Ink agendado para o final de 2024

No lançamento, a Kraken espera apresentar mais de uma dúzia de dApps no Ink, incluindo serviços DeFi populares como Aave e a exchange descentralizada Aerodrome, que já fizeram sucesso no Base da Coinbase.

Além de negociação e empréstimos DeFi, a Kraken planeja expandir as ofertas da Ink para incluir tokenização de ativos do mundo real e aplicativos avançados de empréstimos, ressaltando suas ambições de aumentar os casos de uso do blockchain.

Um testnet de desenvolvedor está programado para o final de 2024, permitindo que os construtores comecem a experimentar o Ink antes do lançamento da mainnet. A Kraken gerenciará inicialmente o sequenciamento de transações na rede, mas planeja avançar para a descentralização total ao longo do tempo.

Notavelmente, a iniciativa da Kraken de lançar seu próprio blockchain reflete sua perspectiva otimista sobre o futuro do cenário de criptomoedas dos EUA, particularmente após as eleições de 2024. O fundador da exchange, Jesse Powell, ganhou as manchetes no início deste ano com uma doação de US$ 1 milhão em criptomoedas para a campanha de Donald Trump, ressaltando o envolvimento da Kraken nas esferas financeira e política.

À medida que a Kraken entra no espaço do blockchain com o Ink, a empresa pretende simplificar o DeFi, tornando-o mais acessível a um público mais amplo e, ao mesmo tempo, expandindo suas ofertas no crescente setor de finanças descentralizadas.