A Coreia do Sul não tem planos de permitir negociação de criptomoedas corporativas

A Coreia do Sul não tem planos de permitir negociação de criptomoedas corporativas
Rony Roy
05 de dez. de 2024, 15:29 PM
  • O FSC desmentiu alegações de finalização de planos para contas corporativas de criptomoedas.
  • Discussões entre reguladores e partes interessadas do setor estão em andamento.
  • O FSC destacou a importância da transparência e do cumprimento das regulamentações AML.

Regulamentadores sul-coreanos negaram relatos sobre planos de permitir gradualmente contas corporativas de criptomoedas, esclarecendo que as discussões com bancos e outras partes interessadas estão em andamento.

O FSC, embora reconheça que tais planos estão sendo considerados, esclareceu que nenhuma rota imediata foi finalizada para a implementação de contas corporativas de criptomoedas.

Contas corporativas de criptomoedas são contas bancárias especializadas projetadas para organizações e empresas gerenciarem transações relacionadas a criptomoedas, como negociação, custódia ou conversão de ativos digitais em moedas fiduciárias, dentro de um quadro regulamentado.

De acordo com uma declaração de 4 de dezembro, os planos para permitir que organizações sem fins lucrativos e corporações abram tais contas estão atualmente em revisão.

O regulador esclareceu que está consultando bancos, agências governamentais, instituições financeiras e especialistas do setor por meio de plataformas como o Comitê de Ativos Virtuais, um órgão consultivo regulatório estabelecido no início deste ano, para abordar a questão.

Além disso, a comissão acrescentou que quaisquer medidas tomadas priorizariam a transparência e o cumprimento das diretrizes antilavagem de dinheiro, garantindo que uma adoção mais ampla não desestabilize os mercados financeiros nem incentive comportamentos especulativos.

Os rumores

De acordo com os relatórios em questão, o FSC finalizou um roteiro para permitir gradualmente contas corporativas de criptomoedas por meio de uma abordagem em várias fases.

O roteiro supostamente estabeleceria as bases para a integração de criptomoedas ao sistema financeiro sul-coreano.

Fontes não identificadas no relatório alegaram que a medida foi influenciada por desenvolvimentos globais, particularmente nos Estados Unidos, onde o presidente Donald Trump anunciou planos para criar uma reserva estratégica de Bitcoin.

O relatório ainda alegou que a primeira fase permitiria contas com nome real para governos locais, universidades e instituições públicas.

Como benefício imediato, isso permitiria que essas organizações convertessem criptomoedas doadas em dinheiro para uso operacional.

Enquanto isso, a segunda fase envolveria permitir que as exchanges criptomoedas e empresas relacionadas abrissem contas denominadas em won, em uma tentativa de apoiar o desenvolvimento do setor de criptomoedas, abrindo portas para serviços como emissão, corretagem e custódia.

Para corporações em geral e instituições financeiras, o roteiro sugeriu uma revisão de longo prazo.

Providências de segurança, como limitar a porcentagem de criptomoedas detidas por empresas listadas, estariam sendo consideradas para manter o mercado sob controle.

A abordagem cautelosa da Coreia do Sul

Na Coreia do Sul, o atual quadro regulatório permite que os moradores locais participem de negociações de criptomoedas por meio de contas bancárias em nome real.

No entanto, entidades corporativas, incluindo organizações sem fins lucrativos e instituições financeiras, enfrentam restrições nessa área.

Por outro lado, algumas exchanges criptomoedas foram criticadas, já que o país continua a monitorar rigorosamente todas as atividades relacionadas a criptomoedas.

No mês passado, a Unidade de Inteligência Financeira abriu uma investigação sobre a maior exchange de criptomoedas do país, a Upbit, por possíveis violações de KYC.

Nesse contexto, a Coreia do Sul está considerando a introdução de uma lei de imposto sobre criptomoedas que imporia um imposto de 20% sobre ganhos com criptomoedas que excedam 2,5 milhões de won (cerca de US$ 1.800), juntamente com um imposto adicional de 2% sobre a renda local sobre os lucros aplicáveis.

Originalmente programada para entrar em vigor em 2021, a lei enfrentou muita oposição de partes interessadas do setor e legisladores, o que levou ao seu adiamento até 2027.