Shell retoma produção de petróleo no campo Penguins com nova unidade FPSO

Shell retoma produção de petróleo no campo Penguins com nova unidade FPSO
Sayantan Sarkar
04 de fev. de 2025, 10:26 AM
  • Shell retoma produção de petróleo no campo Penguins com nova instalação FPSO.
  • Novo navio FPSO substitui a plataforma Brent Charlie, reduzindo as emissões em 30%.
  • A produção máxima esperada deve chegar a 45.000 barris de óleo equivalente por dia.

A Shell plc, empresa multinacional de petróleo e gás, anunciou na terça-feira que retomou a produção de petróleo no campo petrolífero Penguins, no Mar do Norte do Reino Unido.

Esse reinício foi possível graças à implantação de uma nova unidade flutuante de produção, armazenamento e descarregamento (FPSO).

O navio FPSO permite o processamento, armazenamento e descarregamento de petróleo diretamente no campo offshore, agilizando o processo de produção e permitindo que a Shell continue extraindo petróleo do campo Penguins.

Transformação do campo petrolífero

A rota de exportação do campo petrolífero será significativamente transformada, informou a Reuters em um relatório.

Anteriormente, o petróleo era exportado pela plataforma Brent Charlie. No entanto, a Brent Charlie parou de produzir em 2021 e está atualmente em processo de descomissionamento.

Para lidar com essa mudança, foi introduzido um novo navio de produção, armazenamento e descarregamento flutuante (FPSO).

Este novo FPSO não só servirá como uma rota de exportação atualizada, mas também trará benefícios ambientais substanciais.

Espera-se que reduza as emissões operacionais em 30% e estenda a vida útil operacional do campo Brent por até 20 anos, conforme anunciado pela Shell em um comunicado oficial.

A dependência do Reino Unido de importações de energia

No cenário energético atual, o Reino Unido se encontra fortemente dependente de importações para satisfazer uma parcela significativa de suas necessidades domésticas de petróleo e gás.

Essa dependência de fontes externas para a segurança energética foi destacada por Zoe Yujnovich, diretora integrada de gás e upstream da Shell.

Esta declaração ressalta o desafio estratégico enfrentado pelo Reino Unido em garantir um fornecimento de energia estável e consistente, pois flutuações nos mercados globais e tensões geopolíticas podem impactar a disponibilidade e o custo do petróleo e do gás importados.

A Reuters citou Zoe Yujnovich, diretora integrada de gás e upstream da Shell, no relatório:

O campo Penguins representa um componente crucial para garantir a produção de energia doméstica e atender às necessidades atuais do povo do Reino Unido.

O FPSO (Floating Production Storage and Offloading) exemplifica ainda mais nosso compromisso em investir em projetos que não apenas priorizam a competitividade, mas também reduzem ativamente as emissões, gerando assim maior valor com uma pegada ambiental menor, disse Yujnovich à Reuters.

Produção no pico

Essa abordagem está alinhada com a crescente ênfase em práticas sustentáveis no setor energético, garantindo um fornecimento confiável de energia, minimizando ao mesmo tempo os impactos negativos ao meio ambiente.

A Shell também anunciou que a produção máxima do campo petrolífero Penguins deve atingir aproximadamente 45.000 barris de óleo equivalente por dia.

Além disso, a empresa afirmou que o campo Penguins atualmente detém um volume estimado de recursos recuperáveis descobertos de aproximadamente 100 milhões de barris de óleo equivalente.

A empresa multinacional de petróleo e gás também informou que o gás produzido pelo campo Penguins anualmente seria suficiente para aquecer aproximadamente 700.000 lares no Reino Unido.