EUA e Ucrânia devem assinar acordo sobre minerais após reunião tensa no Salão Oval

EUA e Ucrânia devem assinar acordo sobre minerais após reunião tensa no Salão Oval
Utkarsh Roshan
04 de mar. de 2025, 17:10 PM
  • Espera-se que os Estados Unidos e a Ucrânia finalizem um acordo sobre minerais na terça-feira.
  • Ainda não está claro se houve alguma alteração nos termos originais do acordo mineral.
  • Isso ocorre depois que o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy foi abruptamente dispensado da Casa Branca.

Os Estados Unidos e a Ucrânia devem finalizar um acordo sobre minerais após uma reunião tensa no Salão Oval na última sexta-feira, de acordo com uma reportagem da Reuters.

Isso ocorre depois que o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy foi abruptamente dispensado da Casa Branca após uma altercação tensa com o presidente Donald Trump e o vice-presidente JD Vance.

Trump pressiona por acordo apesar da ruptura diplomática

O presidente Trump informou seus assessores que deseja anunciar o acordo durante seu discurso ao Congresso na terça-feira à noite, segundo o relatório, citando fontes.

No entanto, o acordo ainda não foi formalmente assinado e a situação permanece fluida.

A Casa Branca não comentou sobre o status do acordo, e tanto a administração presidencial da Ucrânia em Kiev quanto a embaixada ucraniana em Washington também não responderam aos pedidos de comentários.

Na segunda-feira, Trump sugeriu que sua administração ainda estava aberta a finalizar o acordo, mas reiterou sua opinião de que a Ucrânia deveria ser mais publicamente grata pela assistência dos EUA.

"Este país os apoiou em todos os momentos", disse Trump a repórteres. "Nós lhes demos muito mais do que a Europa, e a Europa deveria ter dado mais do que nós."

Ainda não está claro se houve alguma alteração nos termos originais do acordo mineral.

O acordo, na sua versão inicial, não incluía garantias de segurança explícitas para a Ucrânia, mas concedia aos EUA acesso às receitas geradas pelos recursos naturais ucranianos.

Além disso, estipulou que o governo ucraniano alocaria 50% dos lucros futuros provenientes de recursos naturais estatais a um fundo de investimento para reconstrução gerido pelos EUA e pela Ucrânia.

Zelenskyy vs. Trump e Vance no Salão Oval

Durante a reunião, Trump e Vance pressionaram Zelenskyy, insistindo que ele deveria expressar publicamente sua gratidão pela ajuda dos EUA, em vez de pedir mais auxílio em suas aparições na mídia.

"Você está apostando na Terceira Guerra Mundial", disse Trump a Zelenskyy.

Apesar da troca de farpas, autoridades americanas continuaram as discussões com seus homólogos ucranianos nos últimos dias, instando os assessores de Zelenskyy a convencê-lo a emitir um pedido público de desculpas a Trump, conforme o relatório.

Na terça-feira, Zelenskyy publicou no X (antigo Twitter), reconhecendo a tensão diplomática, mas sinalizando a disposição da Ucrânia em prosseguir com o acordo.

"Nosso encontro em Washington, na Casa Branca na sexta-feira, não correu como deveria", escreveu Zelenskyy.

A solidariedade da Europa com Zelenskyy

Após a tensa troca de palavras em Washington, o presidente ucraniano recebeu uma calorosa recepção em Londres no fim de semana, onde se encontrou com o primeiro-ministro, visitou o Rei e obteve forte apoio de líderes europeus em uma cúpula no domingo.

A recepção contrastava fortemente com a reunião na Casa Branca.

Na cúpula de domingo em Londres, o foco mudou para ações concretas, com os líderes enfatizando a importância contínua do apoio dos EUA.

Ao final da cúpula, Starmer delineou um plano de quatro pontos, pedindo ajuda militar contínua à Ucrânia, garantindo a presença da Ucrânia nas negociações de paz, fortalecendo suas capacidades de defesa e formando uma "coalizão de voluntários" para apoiar a Ucrânia, incluindo a possibilidade de envio de tropas.