Controladora da AirAsia, Capital A, garante US$ 226 milhões em colocação privada para impulsionar a recuperação financeira

Controladora da AirAsia, Capital A, garante US$ 226 milhões em colocação privada para impulsionar a recuperação financeira
Diya Poddar
10 de mar. de 2025, 08:54 AM
  • A empresa pretende concluir sua reestruturação até maio.
  • A Capital A venderá seu negócio de aviação AirAsia para a AirAsia X.
  • A empresa registrou lucros no quarto trimestre e espera lucratividade no primeiro trimestre.

A Capital A da Malásia, empresa controladora da companhia aérea de baixo custo AirAsia, concluiu sua colocação privada de 1 bilhão de ringgits (US$ 226 milhões), informou a Reuters na segunda-feira.

A medida reforça seus esforços para sair da classificação PN17 — a designação da Malásia para empresas em dificuldades financeiras — depois que o grupo aéreo sofreu perdas significativas devido às restrições de viagens relacionadas à pandemia.

O CEO Tony Fernandes confirmou a conclusão da colocação na segunda-feira, mas recusou-se a fornecer mais detalhes sobre os investidores envolvidos.

A colocação ocorre após relatos de que o fundo soberano da Arábia Saudita estava preparando um investimento de US$ 100 milhões na AirAsia, com discussões adicionais em andamento com investidores de Singapura e Japão.

A nova injeção de capital aproxima a Capital A de seu objetivo de reestruturar as operações e manter sua listagem na bolsa de valores.

Aprovações regulatórias obtidas.

A Capital A tem trabalhado ativamente para reestruturar seus negócios e melhorar sua posição financeira após ser classificada como empresa PN17.

Na última sexta-feira, a bolsa de valores da Malásia aprovou seu plano de saída desse status, que Fernandes espera estar totalmente concluído até maio.

Para alcançar isso, a empresa precisa obter a aprovação dos acionistas, garantir a aprovação do plano de redução de capital pelo tribunal superior da Malásia e demonstrar dois trimestres consecutivos de lucro.

O primeiro passo no plano de reestruturação da Capital A envolve a venda de seu negócio de aviação AirAsia para a afiliada de longa distância AirAsia X.

Essa medida, anunciada há um ano, visa consolidar as operações de curta e longa distância sob uma única marca AirAsia, simplificando o negócio para maior eficiência.

A Capital A pretende manter uma participação de 18% no grupo aéreo resultante, enquanto redireciona seu foco para seus negócios não relacionados à aviação, como a empresa de logística Teleport e a unidade de manutenção de aeronaves Asia Digital Engineering.

Lucros sinalizam recuperação

Apesar dos desafios enfrentados pela indústria da aviação, a Capital A relatou sinais de recuperação financeira.

Fernandes afirmou que a empresa registrou um quarto trimestre lucrativo e está a caminho de permanecer no azul no primeiro trimestre deste ano. Se o impulso positivo continuar, ela atenderá ao requisito de lucratividade para sair do status PN17.

A conclusão da colocação privada adiciona mais estabilidade às perspectivas financeiras da Capital A, garantindo liquidez suficiente enquanto ela navega pelo processo de aprovação regulatória.

A empresa está apostando em seu modelo de negócios diversificado, que inclui serviços de logística e engenharia digital, para impulsionar o crescimento sustentável além de suas operações aéreas principais.

A confiança dos investidores aumenta.

O interesse relatado do fundo soberano da Arábia Saudita e de investidores de Singapura e do Japão destaca a crescente confiança nas perspectivas de longo prazo da AirAsia.

Embora o setor aéreo tenha enfrentado forte turbulência durante a pandemia, o ressurgimento da demanda global por viagens ajudou companhias aéreas de baixo custo como a AirAsia a recuperar o terreno perdido.

Fundada em 2001 com apenas duas aeronaves, a AirAsia expandiu-se desde então para se tornar uma das maiores companhias aéreas de baixo custo da Ásia.

Com a reestruturação em curso e o novo capital garantido, a empresa pretende posicionar-se para uma rentabilidade e crescimento sustentados.

A próxima votação dos acionistas e as aprovações regulatórias serão fundamentais para determinar se a Capital A sairá com sucesso do status PN17 e seguirá em frente com sua nova estratégia de negócios.