China responde com tarifas de 84% sobre produtos americanos em retaliação à escalada de Trump.

China responde com tarifas de 84% sobre produtos americanos em retaliação à escalada de Trump.
Utkarsh Roshan
09 de abr. de 2025, 08:43 AM
  • A China intensificou seu conflito comercial com os Estados Unidos na quarta-feira.
  • De acordo com um comunicado do governo chinês, as tarifas retaliatórias entrarão em vigor em 10 de abril.
  • Como parte da resposta, a China adicionou seis empresas à sua lista de entidades não confiáveis.

A China intensificou seu conflito comercial com os Estados Unidos na quarta-feira, anunciando que aumentaria as tarifas sobre produtos americanos para 84%.

A medida é uma resposta direta a uma nova rodada de tarifas americanas introduzidas pelo presidente Donald Trump, aprofundando as tensões entre as duas maiores economias do mundo.

De acordo com um comunicado do governo chinês, as tarifas retaliatórias entrarão em vigor em 10 de abril.

A decisão segue as últimas tarifas de Washington, que entraram em vigor ao meio-dia de quarta-feira em Pequim.

Com as novas tarifas, a taxa cumulativa anunciada pela administração Trump este ano chega a 104%.

As contramedidas de Pequim eram amplamente esperadas depois que autoridades chinesas sinalizaram no início desta semana que “lutariam até o fim” caso Washington prosseguisse com penalidades comerciais adicionais.

Os produtos americanos já estavam sujeitos a uma ampla gama de tarifas gerais impostas anteriormente no ano, bem como a medidas existentes tanto do primeiro mandato de Trump quanto da administração Biden.

Como parte da resposta, a China adicionou seis empresas à sua lista de entidades não confiáveis e incluiu 12 entidades americanas em sua lista de controle de exportação, restringindo ainda mais seu acesso aos mercados e recursos chineses.

Essas designações são normalmente usadas por Pequim para penalizar empresas estrangeiras consideradas ameaçadoras aos interesses nacionais ou participantes de ações contra empresas chinesas.

Ações americanas despencam.

Os futuros das ações americanas apontavam para mais perdas na quarta-feira.

Após o anúncio da China, os futuros do Dow Jones caíram 558 pontos, ou 1,5%, enquanto os futuros do S&P 500 recuaram 1,3%. Os futuros do Nasdaq-100 caíram 0,9%.

As negociações pré-mercado refletiram a tensão. A Apple caiu até 2% antes de reduzir suas perdas. Ford e General Motors caíram mais de 2% e 1%, respectivamente.

A ansiedade em torno da escalada das tarifas provocou uma liquidação de quatro dias no mercado.

A volatilidade permaneceu elevada na terça-feira — o S&P 500 chegou a subir mais de 4% em um momento, antes de fechar com queda de 1,6%.

O Dow subiu quase 4% durante o dia, mas fechou com queda de 0,8%. O índice de referência S&P agora está quase 19% abaixo de sua máxima histórica.

Esta é uma notícia em desenvolvimento.