Governo do Reino Unido planeja estender proibição de arrasto de fundo nos mares ingleses

Governo do Reino Unido planeja estender proibição de arrasto de fundo nos mares ingleses
Sayantan Sarkar
09 de jun. de 2025, 07:57 AM
  • O governo do Reino Unido planeja expandir sua proibição da pesca de arrasto de fundo para proteger os ecossistemas marinhos.
  • 30.000 quilômetros quadrados de águas inglesas e 41 áreas marinhas protegidas serão afetados pela proibição.
  • A proposta está alinhada com o objetivo da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas de estabelecer medidas mais fortes de proteção dos oceanos.

Em um movimento destinado a reforçar os esforços de conservação marinha, o governo britânico anunciou na segunda-feira sua intenção de ampliar a proibição da pesca de arrasto de fundo, uma prática de pesca destrutiva que afeta severamente os ecossistemas do fundo do mar.

A mudança recebe apoio público

Esta decisão ocorre em meio à crescente preocupação com a saúde dos oceanos do mundo, com figuras proeminentes como o renomado naturalista Sir David Attenborough e o príncipe William defendendo apaixonadamente uma ação imediata e decisiva, de acordo com um relatório da Reuters.

Ambos pediram publicamente aos líderes mundiais e governos que implementem regulamentações mais rígidas e protejam a biodiversidade marinha para as gerações futuras.

A pesca de arrasto de fundo, que envolve arrastar redes pesadas pelo fundo do mar, é conhecida por causar grandes danos a habitats sensíveis, incluindo recifes de coral e áreas de esponjas, interrompendo a vida marinha e liberando quantidades significativas de carbono armazenado.

O anúncio do governo reflete uma crescente conscientização sobre a interconexão da saúde dos oceanos e a crise ambiental mais ampla, sinalizando um compromisso com medidas mais fortes para combater as ameaças enfrentadas pelos ambientes marinhos do planeta.

O governo anunciou o plano, pendente de consulta com as partes interessadas marinhas e pesqueiras, para proibir a pesca de arrasto de fundo.

Salvaguardar os ecossistemas marinhos

Essa proibição se aplicaria a aproximadamente 30.000 quilômetros quadrados (11.600 milhas quadradas) de águas inglesas, abrangendo 41 Áreas Marinhas Protegidas, de acordo com o relatório.

A iniciativa visa ainda proteger ecossistemas marinhos cruciais e sustentar espécies, incluindo lagostas, amêijoas, corais moles e lagostins.

Esta ação fornecerá proteção adicional além dos 18.000 quilômetros quadrados existentes do fundo do mar inglês já proibidos, disse o governo.

"A pesca de arrasto de fundo está prejudicando nossa preciosa vida selvagem e habitats marinhos", disse o ministro do Meio Ambiente, Steve Reed, em um comunicado.

Implicações globais e conferência da ONU

A proposta foi revelada em um momento significativo, coincidindo com o início da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas desta semana, um encontro internacional crítico que está sendo realizado na França.

Esta conferência serve como uma plataforma fundamental para líderes globais e partes interessadas deliberarem e trabalharem para garantir um tratado abrangente.

O objetivo principal deste tratado é estabelecer mecanismos robustos para a proteção dos oceanos e fundos marinhos do mundo.

Esses ecossistemas marinhos vitais enfrentam ameaças crescentes decorrentes de várias atividades humanas, principalmente a questão generalizada da pesca excessiva.

O tratado visa abordar isso, bem como outras práticas prejudiciais, implementando regulamentos e medidas de conservação internacionalmente vinculativos para garantir a saúde e a sustentabilidade de longo prazo de nossos oceanos.

Antes da conferência da ONU em Mônaco, o príncipe William, filho mais velho e herdeiro do rei Charles, pediu a figuras políticas e empresariais no domingo que tomem medidas "enquanto ainda temos a chance".

No mês passado, foi lançado "Ocean", o mais novo documentário de David Attenborough que aborda o mesmo assunto.

O renomado locutor expressou seu horror com a destruição da humanidade do "fundo do oceano profundo", descrevendo-a como "indescritivelmente horrível".

Attenborough disse a William em uma entrevista, que foi divulgada pelo gabinete do príncipe no sábado: