Barclays em ações de mídia: Disney, Netflix e Spotify recebem atualizações

Barclays em ações de mídia: Disney, Netflix e Spotify recebem atualizações
Ananthu C U
09 de jul. de 2025, 15:58 PM
  • O Barclays atualiza a Disney e a Warner Bros. Discovery, destacando os fortes preços de anúncios de TV e a linha de conteúdo.
  • O preço-alvo do Spotify salta para US$ 800 em meio aos benefícios esperados das mudanças nas regras da Apple App Store.
  • As ações da Paramount foram negociadas acima do valor intrínseco devido ao componente de caixa do acordo com a Skydance Media.

O Barclays revisou sua perspectiva sobre várias grandes empresas de mídia e entretenimento, citando o forte desempenho da publicidade na televisão tradicional, particularmente nos esportes, como uma fonte potencial de alta para as empresas de mídia tradicionais.

A corretora observou que os gastos com publicidade permaneceram sólidos no segundo trimestre de 2025, mesmo com os preços dos anúncios de streaming continuando a ficar para trás.

Embora as plataformas de streaming enfrentem desafios contínuos no poder de precificação, as redes de TV legadas com conteúdo esportivo ao vivo parecem estar se beneficiando da demanda resiliente.

O Barclays destacou essa tendência como um diferencial importante para empresas com ativos de transmissão estabelecidos, posicionando-as para receitas publicitárias de curto prazo mais fortes em comparação com os players de streaming.

Disney, Warner Bros. Discovery e Paramount veem atualizações

Entre os beneficiários da perspectiva atualizada está a Walt Disney Co. (DIS), cujo preço-alvo foi aumentado de US$ 120 para US$ 140.

O Barclays atribuiu esse aumento ao robusto pipeline de conteúdo da Disney, vários catalisadores de crescimento e uma perspectiva positiva sobre a próxima transição de liderança da empresa, com o CEO Bob Iger devendo entregar as rédeas em 2026.

A empresa vê esses fatores como favoráveis ao impulso de curto prazo e à clareza estratégica de longo prazo.

A Warner Bros. Discovery (WBD) também recebeu uma atualização, com o Barclays elevando seu preço-alvo de US$ 9 para US$ 13.

Embora a corretora tenha observado que o desempenho de publicidade da WBD ficou atrás dos pares, ela vê um potencial de alta vinculado à avaliação pós-divisão da empresa.

O conglomerado de mídia está no meio de um processo de reestruturação que pode desbloquear valor para os acionistas, principalmente se as tendências de publicidade mais amplas melhorarem no segundo semestre do ano.

A Paramount Global (PARA) não recebeu um novo preço-alvo, mas o Barclays espera que as ações "continuem a ser negociadas mais altas" do que seu valor intrínseco.

Essa expectativa é em grande parte impulsionada pelo componente de caixa no acordo pendente da empresa com a Skydance Media, que parece estar apoiando os preços das ações, apesar dos ventos contrários fundamentais.

Ações de música e streaming também veem revisões de alta

Fora da mídia tradicional, o Warner Music Group (WMG) viu seu preço-alvo aumentar de US$ 28 para US$ 30. O Barclays citou os próximos lançamentos musicais de setembro de artistas de alto nível, como Ed Sheeran e Cardi B, como potenciais geradores de receita para a gravadora.

O Spotify (SPOT) recebeu um impulso mais significativo, com o Barclays elevando seu preço-alvo de US$ 650 para US$ 800.

A corretora acredita que o Spotify está bem posicionado para se beneficiar das mudanças regulatórias, particularmente as próximas modificações de regras na App Store da Apple, que podem melhorar a dinâmica de aquisição e assinatura de usuários do Spotify.

Por fim, a Netflix (NFLX) também viu um aumento modesto no preço-alvo - de US$ 1.000 para US$ 1.100 - sinalizando confiança contínua no ímpeto de assinantes da empresa e na estratégia de conteúdo global, apesar dos desafios mais amplos na precificação de anúncios de streaming.

De acordo com o Barclays, a força da transmissão legada e as mudanças estratégicas direcionadas compensam a suavidade em certos segmentos, como anúncios de streaming.

As metas revisadas da empresa sugerem otimismo para empresas que estão se inclinando para ciclos de conteúdo fortes ou se adaptando efetivamente à evolução dos ambientes regulatórios e de consumo.