Notícias de criptomoedas da América Latina: Tensões comerciais impulsionam o uso de Bitcoin no Brasil enquanto Bolívia assina acordo de criptomoedas com El Salvador

Notícias de criptomoedas da América Latina: Tensões comerciais impulsionam o uso de Bitcoin no Brasil enquanto Bolívia assina acordo de criptomoedas com El Salvador
Noris Soto
02 de ago. de 2025, 07:01 AM
  • EUA aumentam tarifas sobre o Brasil; a demanda por criptomoedas aumenta à medida que os investidores buscam Bitcoin em meio à tensão econômica.
  • Bolívia e El Salvador concordam em colaborar na política de criptomoedas e infraestrutura digital.
  • Méliuz nomeia Mason Foard estrategista de Bitcoin para impulsionar a expansão nos EUA e liderar produtos financeiros focados em BTC.

Os destaques da semana em termos de criptomoedas na América Latina são que os EUA estão aumentando as tarifas para o Brasil e o efeito cascata sobre como isso influencia o comportamento dos investidores em relação às criptomoedas, à medida que o aumento dos atritos econômicos aumenta a demanda por criptomoedas como Bitcoin e stablecoins.

A Bolívia, por outro lado, está tentando resolver sua atual grave situação econômica aumentando o uso de criptoativos no país.

Ainda esta semana, a nação do sul chegou a um acordo com El Salvador, pioneiro em criptomoedas na América Latina.

Tarifas dos EUA podem ter um impacto maior no setor de criptomoedas do Brasil

Em 30 de julho, o presidente Donald Trump emitiu uma ordem executiva aumentando os impostos sobre produtos brasileiros de 10% para 50%, usando a Lei Internacional de Poderes Econômicos de Emergência de 1977.

O projeto de lei entrará em vigor em 6 de agosto de 2025. De acordo com o governo, essa decisão é uma resposta aos recentes desenvolvimentos políticos no Brasil, como o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e as decisões do Supremo Tribunal Federal, que o governo dos EUA alega ameaçar a segurança nacional, os interesses econômicos e a liberdade de expressão.

O aumento da tarifa deve afetar negócios brasileiros vitais, como agricultura, aviação e produção de suco de laranja.

Analistas preveem perdas de até 120.000 empregos e uma queda de 2,7% do PIB em regiões como São Paulo.

Apesar dos esforços do Brasil para estabelecer relações diplomáticas com os EUA desde maio, Washington ainda não respondeu oficialmente.

Essa falta de engajamento levanta a possibilidade de uma guerra comercial em expansão entre os dois países.

As ramificações dessa política também podem afetar o setor de Bitcoin. À medida que a incerteza do mercado aumenta, os investidores podem gravitar em torno de ativos descentralizados, como o Bitcoin, enquanto a volatilidade do real brasileiro pode alimentar a demanda por stablecoins.

Empreendimentos cripto vinculados às exportações brasileiras, como commodities tokenizadas, podem sofrer com a diminuição dos mercados.

Além disso, se os Estados Unidos aumentarem sua inspeção do ambiente digital e regulatório do Brasil, particularmente mídias sociais e plataformas financeiras como o PIX, o ecossistema cripto maior pode enfrentar novos problemas legais e operacionais.

Bolívia e El Salvador assinam acordo de criptomoedas para desenvolver estrutura de finanças digitais

A Bolívia assinou um acordo bilateral histórico com El Salvador para promover a adoção de criptomoedas, dando um passo significativo para a modernização do sistema bancário.

O acordo, que visa impulsionar a economia em dificuldades da Bolívia e promover a inclusão financeira, segue os passos de El Salvador, o primeiro país do mundo a tornar o Bitcoin moeda legal.

O acordo marca uma mudança estratégica para a Bolívia, que está no meio de uma crise econômica e com reservas internacionais historicamente baixas.

Por meio de ativos digitais, o país está buscando alternativas aos sistemas monetários tradicionais para ajudar a estabilizar sua economia e aumentar o acesso a recursos financeiros.

Méliuz nomeia estrategista de Bitcoin para liderar expansão nos EUA

O Méliuz (B3: CASH3), a primeira corporação da América Latina a adotar uma estratégia de tesouraria Bitcoin, nomeou Mason Foard como seu novo Head de Estratégia Bitcoin.

Foard, um especialista americano em criptomoedas, tem vasta experiência em finanças corporativas, mercados de capitais e táticas estruturadas em Bitcoin.

Ele co-fundou um dos maiores grupos globais da X com foco em tesourarias corporativas de Bitcoin e atualmente trabalha com a MSTR True North, pesquisando empresas que implantam estratégias de ações baseadas em Bitcoin.

Foard é conhecido por integrar o Bitcoin às finanças tradicionais por meio de novos modelos de tesouraria e produtos de renda fixa apoiados pelo ativo digital.

Méliuz acredita que seu método se encaixa bem no objetivo de longo prazo da organização. Em seu novo trabalho, Foard liderará os esforços para expandir a presença institucional do Méliuz nos Estados Unidos, atrair investidores globais e criar produtos financeiros centrados no acúmulo de Bitcoin.

Sua nomeação é vista como um passo crítico para elevar o perfil internacional da empresa fora do Brasil.