Ações da Hertz disparam após perdas diminuírem no 2º trimestre e EBITDA se tornar positivo

Ações da Hertz disparam após perdas diminuírem no 2º trimestre e EBITDA se tornar positivo
Ananthu C U
07 de ago. de 2025, 12:13 PM
  • Hertz supera estimativas de prejuízo no 2º trimestre e registra primeiro Ebitda positivo em quase dois anos.
  • O redimensionamento da frota e a menor depreciação ajudam a compensar a receita e a pressão de preços.
  • As ações saltam 13% com a Pershing Square de Ackman construindo uma grande participação na Hertz.

As ações da Hertz Global Holdings Inc. subiram na quinta-feira depois que a empresa divulgou uma perda menor do que o esperado para o segundo trimestre, sinalizando um progresso inicial em seus esforços para reviver o negócio.

A empresa registrou um prejuízo ajustado de 34 centavos por ação, superando a estimativa consensual de Wall Street de uma perda de 42 centavos.

Embora modesta, a Hertz também voltou à lucratividade com base no Ebitda ajustado - ganhando aproximadamente US$ 1 milhão no trimestre - marcando seu primeiro resultado positivo de Ebitda em quase dois anos.

Os resultados foram bem recebidos pelos investidores, com as ações subindo até 13% no sino de abertura em Nova York.

As ações perderam alguns ganhos e estavam sendo negociadas com alta de 10% no momento da redação deste artigo.

Até o fechamento de quarta-feira, as ações da Hertz já haviam subido 52% no acumulado do ano, alimentadas em parte pelo otimismo em torno do plano de recuperação da administração e pelo interesse de investidores proeminentes, como a Pershing Square Capital Management, de Bill Ackman, que construiu uma participação significativa na empresa.

Essa participação é vista pelos analistas como um movimento estratégico e de aumento de confiança durante os esforços de recuperação da Hertz.

Ajustamentos da frota e estratégia tarifária

Em uma tentativa de fortalecer as finanças e evitar pressões de custos, a Hertz está reformulando sua frota de veículos.

A empresa se concentrou em aposentar modelos mais antigos e adquirir novos veículos durante o primeiro semestre do ano.

Essa estratégia visa em parte mitigar possíveis aumentos de custos decorrentes das tarifas propostas pelo governo Trump sobre carros importados.

Além disso, a Hertz reduziu o tamanho geral de sua frota para melhor se alinhar à demanda atual de viagens.

Esse redimensionamento ajuda a evitar o excesso de capacidade e oferece suporte à eficiência operacional.

Uma das melhorias mais notáveis veio nos custos de depreciação de veículos, que caíram 58% ano a ano, para US$ 251 por veículo por mês.

Essa é uma melhoria significativa em comparação com o ano anterior, quando a Hertz estava lutando com perdas ligadas a uma aposta mal cronometrada nos veículos elétricos da Tesla Inc.

Receita, preços e dívida continuam sendo ventos contrários

Apesar do progresso na gestão de frotas e controle de custos, a Hertz continua enfrentando desafios na frente de receita.

A empresa viu um declínio nos preços de aluguel e no volume de transações no segundo trimestre.

A receita por dia caiu mais de US$ 3, para US$ 55,65, enquanto o número de dias de transação caiu 3%.

Essas métricas sugerem pressão persistente sobre preços e demanda mais fraca, o que pode pesar no desempenho futuro dos lucros.

Além disso, a Hertz continua a carregar uma dívida mais pesada em comparação com concorrentes como o Avis Budget Group Inc., o que pode limitar a flexibilidade financeira à medida que a empresa navega em um cenário macroeconômico em mudança.

Embora os resultados do segundo trimestre marquem um passo na direção certa para a Hertz, a recuperação sustentada provavelmente exigirá mais melhorias na demanda de aluguel e no poder de precificação.

O apoio de investidores estratégicos como a Pershing Square pode fornecer uma almofada para a reestruturação contínua, mas as condições de mercado e a política tarifária continuarão sendo variáveis-chave nos próximos meses.