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Ações da Lojas Renner caem apesar dos sólidos resultados do 2º tri, com investidores fechando ganhos

Ações da Lojas Renner caem apesar dos sólidos resultados do 2º tri, com investidores fechando ganhos
Noris Soto
08 de ago. de 2025, 13:08 PM
  • As ações da Lojas Renner caíram 6,54% após uma alta de cinco dias, apesar dos sólidos resultados do 2º trimestre.
  • As vendas nas mesmas lojas e a margem bruta superaram as expectativas, aumentando as perspectivas de longo prazo.
  • Os analistas mantêm as classificações de compra, citando fundamentos sólidos e estabilidade financeira.

A Lojas Renner (LREN3), uma das principais lojas de vestuário do Brasil, viu suas ações caírem drasticamente na sexta-feira, encerrando uma sequência de cinco sessões de ganhos no valor de 9,40%.

As ações caíram 6,54%, para R$ 16,86, às 11h20 (horário de Brasília), com os investidores registrando lucros após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2025 da empresa.

De acordo com a mídia local InfoMoney, os analistas ficaram satisfeitos com os resultados, enquanto várias linhas no balanço levantaram preocupações.

XP: vendas fortes e margem bruta apoiam visão de longo prazo

De acordo com a XP Investimentos, os resultados atenderam às expectativas de consenso, com força em medidas-chave como Same Store Sales (SSS) e margem bruta. No entanto, a empresa informou que as despesas administrativas (SG&A) foram maiores do que o previsto.

"Embora o resultado não tenha ficado acima das expectativas", diz a XP, "os números mostram métricas importantes que sustentam nossa visão construtiva para o futuro".

Isso inclui um alto desempenho de SSS que superou os concorrentes, graças a uma base de comparação favorável e maior produtividade no varejo.

A margem bruta também superou as expectativas, o que é um KPI importante para determinar a eficácia dos investimentos estratégicos da Renner. O XP manteve uma classificação de compra.

Segmento de varejo vê margens mais altas em meio à disciplina de custos

Enquanto isso, no varejo, a XP registrou uma expansão da margem bruta de 0,90 p.p. a/a (pontos percentuais ano a ano), que superou suas expectativas em 0,80 ponto percentual, impulsionada por um mix de produtos mais favorável (mais roupas de inverno), menores remarcações e aumentos de preços.

A margem EBITDA ajustada (sob IFRS, antes de créditos fiscais) aumentou 2 pontos percentuais, com o varejo contribuindo com 2,90 pontos percentuais de melhoria marginal, pois a empresa diluiu com sucesso os custos administrativos, apesar dos custos variáveis mais altos (opções de ações, bônus, provisão de mão de obra).

O JPMorgan também viu os resultados como favoráveis em nível operacional. A Renner reportou lucro ajustado por ação (EPS) de R$ 0,35, acima dos R$ 0,26 do 2T24; No entanto, o valor foi cerca de 10% menor do que a expectativa do banco e o consenso.

Essa lacuna estava ligada a despesas financeiras maiores do que o esperado e perdas associadas ao seu negócio de serviços financeiros Realize.

No entanto, o JPMorgan observou muitos desenvolvimentos positivos: o núcleo do EBITDA de varejo atingiu suas estimativas revisadas, enquanto o SSS aumentou 17,3% ano a ano, superando a previsão de 15,8%.

As inundações no Rio Grande do Sul reduziram os números do ano passado, fazendo uma comparação mais precisa.

Além disso, o relatório observou uma margem bruta maior do que o previsto devido a remarcações mínimas, capacidade de resposta aprimorada e uma margem EBITDA da Unidade de Negócios de Varejo próxima aos níveis de 2019, o que implica que um retorno à lucratividade máxima pode ocorrer mais cedo do que o planejado.

O fluxo de caixa livre permanece forte e espera-se que continue retornando valor aos acionistas.

Monte Bravo destaca estabilidade financeira em meio a desafios do setor

A Monte Bravo também opinou, enfatizando a robusta estrutura de capital da Renner. A empresa afirmou que atualmente é um dos poucos comerciantes brasileiros com posição de caixa líquido.

No entanto, Monte Bravo reconheceu que o campo do varejo de vestuário permanecia problemático, citando a concorrência de plataformas internacionais, a natureza mutável do marketing de moda, fintechs entrando no espaço de crédito, clima sazonal imprevisível e aumento da adoção do comércio eletrônico.

"Embora estejamos confortáveis com a tese de Renner hoje", disse a organização, "entendemos que o segmento em que a empresa atua tem sido um dos mais complexos dos últimos anos". No entanto, a Monte Bravo manteve sua classificação de compra e preço-alvo de R$ 20,50.

A Genial Investimentos refletiu o tom otimista, estimando que a Renner proporcionará lucros expressivos no segundo semestre de 2025.

Sua perspectiva é apoiada pelo aumento da renda disponível do consumidor, iniciativas de expansão do varejo e um clima mais favorável para compras discricionárias de baixo custo. A empresa também confirmou sua recomendação de compra.