Invasão do FBI na casa de John Bolton em Washington ligada a documentos confidenciais

Invasão do FBI na casa de John Bolton em Washington ligada a documentos confidenciais
Diya Poddar
22 de ago. de 2025, 10:44 AM
  • FBI invade a casa de John Bolton em DC por causa de uma investigação de documentos confidenciais, sem acusações apresentadas.
  • Bolton, ausente durante a invasão, falou mais tarde com agentes do FBI em seu escritório em Washington.
  • O ataque provoca fortes reações políticas, com os críticos chamando-o de partidário e excessivo.

O FBI invadiu a casa de John Bolton, ex-conselheiro de segurança nacional dos EUA e crítico declarado de Donald Trump, na manhã de sexta-feira em Washington DC.

A busca foi realizada como parte de uma investigação sobre o manuseio de documentos confidenciais, de acordo com a Associated Press, que citou uma fonte não identificada.

A operação, que começou por volta das 7h ET, foi relatada pela primeira vez pelo New York Post. Bolton, que não estava em casa no momento, foi visto mais tarde em seu escritório em Washington falando com agentes do FBI vestindo coletes visíveis do "FBI".

A busca do FBI começa às 7h em Maryland

A CNN informou que oficiais do FBI foram observados perto da residência de Bolton em Maryland durante a busca, enquanto a Associated Press confirmou que a operação envolveu um mandado do tribunal federal.

O próprio Bolton disse à CNN que não estava ciente do ataque e estava tentando reunir mais informações. Ele não foi detido ou acusado durante a operação. O FBI não divulgou detalhes oficiais sobre as alegações ligadas ao mandado.

Tanto o FBI quanto o Departamento de Justiça se recusaram a comentar imediatamente quando contatados pelo Guardian.

A operação levou figuras importantes da polícia a compartilhar mensagens online. O diretor do FBI, Kash Patel, postou no X na manhã de sexta-feira, afirmando: "NINGUÉM está acima da lei ... @FBI agentes em missão".

Sua postagem foi posteriormente republicada pelo vice-diretor Dan Bongino, que acrescentou: "A corrupção pública não será tolerada".

Roger Stone, um agente político de longa data anteriormente processado durante a investigação da Rússia e mais tarde perdoado por Trump, também reagiu nas redes sociais, postando: "Bom dia. John Bolton. Qual é a sensação de ter sua casa invadida às 6 horas da manhã?"

A história tensa de Bolton com Trump

Bolton atuou como terceiro conselheiro de segurança nacional de Trump por 17 meses, entrando em conflito com ele em questões de política externa, como Irã, Afeganistão e Coreia do Norte.

O governo Trump tentou, sem sucesso, bloquear a publicação do livro de Bolton, alegando que continha material classificado.

Este ano, ao retornar ao cargo, Trump revogou as autorizações de segurança de mais de quatro dúzias de ex-funcionários da inteligência, incluindo Bolton. Além disso, a equipe de segurança de Bolton foi cancelada junto com a de dois outros ex-funcionários de Trump.

Reações políticas e críticas

O ataque também atraiu críticas de figuras políticas. Meghan Hays, que atuou como assessora especial da Casa Branca para o presidente Joe Biden, disse à CNN em uma entrevista que a operação parecia "extremamente política" e sugeriu que era um "mau uso dos recursos do FBI".

No momento da busca, Bolton estava dentro do saguão de seu prédio de escritórios em Washington, conversando com dois agentes. Nenhuma acusação foi feita contra ele até o momento.