Ações da Kohl's sobem 24% após lucros do 2º trimestre, mas o sentimento dos analistas permanece misto

Ações da Kohl's sobem 24% após lucros do 2º trimestre, mas o sentimento dos analistas permanece misto
Devesh Kumar
27 de ago. de 2025, 11:52 AM
  • O lucro líquido da Kohl's no segundo trimestre sobe para US$ 153 milhões, mais do que dobrando os US$ 66 milhões do ano passado.
  • As margens operacionais sobem para 7,9%, mostrando uma forte gestão de custos.
  • Os analistas divergiram: alguns aumentam as metas de preço, outros permanecem cautelosos com as tendências de vendas.

As ações da Kohl's explodiram na quarta-feira, saltando até 24% depois que a empresa divulgou um relatório do segundo trimestre que fez com que os analistas se esforçassem para aumentar suas metas de preço.

A superação dos ganhos foi apenas parte da história, já que a orientação otimista da administração realmente deixou os investidores entusiasmados com o que está por vir.

O aumento maciço representa uma mudança dramática no sentimento de uma ação que tem passado pelo espremedor ultimamente.

Os investidores estão sentados à margem há meses, sem saber se a Kohl's poderia navegar em sua liderança enquanto lida com vendas lentas e os desafios mais amplos que afetam as ações de varejo em geral.

Ações da Kohl's: lucros superam e perspectiva elevada impulsionam impulso

A Kohl's superou as expectativas no segundo trimestre, dando aos investidores motivos para acreditar que os esforços de recuperação da varejista estão finalmente valendo a pena.

A empresa registrou lucro líquido de US$ 153 milhões, ou US$ 1,35 por ação, no trimestre encerrado em 2 de agosto, mais que o dobro dos US$ 66 milhões, ou US$ 0,59 por ação, do mesmo período do ano passado.

Os resultados superaram o que Wall Street esperava. Mesmo o lucro ajustado de US$ 0,56 por ação ficou bem acima das previsões dos analistas, mostrando que isso não foi apenas um impulso único dos ajustes contábeis.

O que realmente está chamando a atenção é o quanto a Kohl's melhorou no gerenciamento de seus custos. A empresa cortou suas despesas com vendas, gerais e administrativas em 4,1% enquanto aumentava as vendas, exatamente o que você deseja ver de uma empresa se organizando.

As margens operacionais saltaram de 4,5% para 7,9% da receita, o que é uma grande melhoria que mostra que a administração está executando seu plano de recuperação.

Os números de vendas não foram bonitos, pois a receita caiu 5,1% e as vendas comparáveis caíram 4,2%, mas Wall Street esperava pior, então a Kohl's realmente conseguiu superar o nível baixo que os analistas haviam estabelecido.

Quando você está lidando com consumidores que estão cortando gastos, às vezes não perder tanto quanto o esperado passa por boas notícias.

A verdadeira história está nas margens. Apesar de vender menos coisas, a Kohl's realmente melhorou sua margem bruta para 39,9%, acima de onde estava há um ano.

A empresa tem trabalhado para manter menos estoque, pois está com 5% menos mercadorias do que no ano passado, o que significa que não está presa a um monte de itens que precisa marcar muito para se livrar.

O que dizem os analistas?

A reação de Wall Street ao grande dia de Kohl está em todo o mapa, embora a maioria dos analistas pareça disposta a dar à empresa algum crédito por finalmente entregar resultados que não decepcionam.

Gordon Haskett fez a maior jogada, batendo Kohl's de "Reduzir" para "Manter" depois de ver como a administração executou bem na frente da margem.

Eles estão impressionados com as melhorias operacionais, mesmo que ainda não estejam prontos para ficar totalmente otimistas.

O JPMorgan adotou uma abordagem semelhante, pois ainda não é fã das ações com sua classificação "Underweight", mas não pôde ignorar o melhor quadro de lucratividade e mudou seu preço-alvo de US$ 8 para US$ 10.

Nem todo mundo está embarcando. A Telsey Advisory e a Baird estão sendo cautelosas com as chamadas de "Market Perform" e "Neutral", apontando que as vendas ainda estão indo na direção errada e todas as mudanças de liderança tornam difícil saber o que é realmente sustentável aqui.

O Goldman Sachs é ainda mais cético, mantendo sua classificação de "Venda" porque acha que os problemas de vendas são maiores do que as correções operacionais podem resolver.