Você deve comprar ações da Alphabet (GOOGL) após a decisão antitruste? Analistas avaliam

Você deve comprar ações da Alphabet (GOOGL) após a decisão antitruste? Analistas avaliam
Utkarsh Roshan
03 de set. de 2025, 11:36 AM

As ações da Alphabet (GOOGL) subiram no início do pregão de quarta-feira, depois que um juiz dos EUA rejeitou propostas de que a empresa alienasse seu navegador Chrome como parte de um caso antitruste.

O juiz distrital dos EUA, Amit Mehta, decidiu a favor da Alphabet na terça-feira, decidindo contra os remédios mais severos buscados pelo Departamento de Justiça.

O Departamento de Justiça propôs que a Alphabet vendesse ativos importantes, incluindo o Chrome, após a descoberta do ano passado de que o Google detinha um monopólio ilegal de buscas na Internet.

Mehta, no entanto, proibiu a empresa apenas de contratos exclusivos que exijam pagamentos de condições ou licenciamento.

"O Google não será obrigado a alienar o Chrome; nem o tribunal incluirá uma alienação contingente do sistema operacional Android no julgamento final", afirmou a decisão.

O tribunal acrescentou que os demandantes "exageraram na busca de alienação forçada desses ativos-chave, que o Google não usou para efetuar quaisquer restrições ilegais".

As ações da Alphabet subiram cerca de 6% no início do pregão de quarta-feira. As ações subiram mais de 11% até agora em 2025.

Analistas de Wall Street aumentam preços-alvo para as ações da Alphabet

A decisão ajudou a reforçar o otimismo de Wall Street sobre as ações da Alphabet.

Várias grandes empresas mantiveram classificações positivas e aumentaram suas metas de preço, citando risco regulatório reduzido.

O Barclays elevou sua meta de US$ 235 para US$ 250, o que implica cerca de 18% de alta em relação aos níveis atuais.

O banco observou que, com a alienação do Chrome fora da mesa, vê pouco impacto financeiro das restrições ao compartilhamento e distribuição de dados.

O Bank of America elevou sua meta de US$ 217 para US$ 252, argumentando que o julgamento preserva a capacidade do Google de manter sua posição de distribuição de pesquisa por meio de pagamentos de custo de aquisição de tráfego (TAC).

Analistas disseram que os parceiros provavelmente permanecerão alinhados com o Google, dada a monetização de pesquisa superior da empresa.

O JPMorgan elevou seu preço-alvo de US$ 232 para US$ 260, chamando os remédios de "muito mais favoráveis para o Google do que o previsto".

O banco observou que o juiz levou em conta a concorrência na pesquisa estimulada por desenvolvimentos de IA generativa

O Deutsche Bank também elevou sua meta de US$ 215 para US$ 260, dizendo que o resultado fornece visibilidade para os fundamentos de longo prazo da Alphabet e reduz o risco regulatório.

A empresa agora aplica um múltiplo de ganhos mais alto, citando ventos favoráveis de IA, aceleração de nuvem e melhoria de margem.

O Morgan Stanley descreveu os remédios como "provavelmente benignos", destacando que a inovação de produtos e as tendências operacionais impulsionarão o desempenho em direção ao seu caso de alta de US$ 260.

A Wolfe Research disse que o resultado pode representar um obstáculo percentual de um dígito médio para o lucro por ação se o Google perder participação de mercado ao longo do tempo, mas acrescentou que, no curto prazo, não espera um impacto material.

O Goldman Sachs alertou que o impacto total dos remédios pode levar anos para ser avaliado, mas disse que a decisão remove uma saliência de avaliação ligada à incerteza regulatória.

A empresa destacou a posição da Alphabet como líder em negócios orientados por IA.

O Citi descreveu a decisão como esperada e reiterou sua classificação de compra, observando que a Alphabet ainda pode apelar, potencialmente estendendo o processo por vários anos.

A Evercore ISI rotulou o resultado como o "melhor cenário" e reiterou a Alphabet como sua principal escolha.