MoffettNathanson eleva classificação da Apple à medida que os principais riscos diminuem

MoffettNathanson eleva classificação da Apple à medida que os principais riscos diminuem
Ananthu C U
04 de set. de 2025, 09:55 AM
  • A Apple atualizou para neutra à medida que os riscos tarifários e do Google desaparecem, mas a avaliação continua esticada.
  • As ações da Apple sobem 17% em um mês, levando a uma mudança de analista, apesar do múltiplo de ganhos de 32x.
  • Moffett vê os riscos diminuindo, mas estabelece uma meta de US$ 225, alertando que a Apple ainda negocia em níveis premium.

A Apple Inc. recebeu uma atualização esta semana depois que a MoffettNathanson mudou sua classificação da fabricante do iPhone para neutra de venda.

O movimento reduz o já pequeno grupo de analistas de Wall Street que mantêm uma postura de baixa sobre a empresa.

De acordo com dados da FactSet, apenas duas classificações de "venda" permanecem entre os analistas que cobrem as ações.

A mudança ocorre no momento em que as ações da Apple apresentam uma forte recuperação, subindo acentuadamente nas últimas semanas, mesmo com preocupações mais amplas sobre avaliações e perspectivas de crescimento persistindo.

Rally impulsiona mudança de perspectiva

A revisão da classificação do analista Craig Moffett segue uma forte alta para a Apple.

Embora as ações da Apple ainda tenham caído 4,8% no acumulado do ano, as ações ganharam mais de 17% no mês passado.

Na quarta-feira, a Apple registrou seu melhor desempenho em um único dia em mais de um mês, fechando em alta de 3,8%.

Vários fatores contribuíram para a reviravolta. Os temores ligados a tarifas, progresso medíocre em inteligência artificial e riscos potenciais para o lucrativo relacionamento da Apple com o Google foram resolvidos ou descartados pelos investidores.

Essa mudança de sentimento ajudou a aliviar as preocupações que anteriormente pesavam sobre a avaliação da Apple.

A Apple também pode se beneficiar de uma recente decisão legal que permite que o Google mantenha seu navegador Chrome.

Como parte de seu acordo de longa data, o Google paga bilhões de dólares à Apple anualmente para continuar sendo o mecanismo de busca padrão nos iPhones, fornecendo uma fonte constante de receita de alta margem.

"Os piores cenários estão fora de questão", escreveu Moffett em nota aos clientes.

Ele destacou que os descontos na China suavizaram os temores sobre as perdas de participação de mercado do iPhone, enquanto as isenções eliminaram em grande parte as penalidades tarifárias.

Ele também apontou que a legitimidade de certas tarifas recíprocas sob a Lei Internacional de Poderes Econômicos de Emergência (IEEPA) está sendo contestada, reduzindo ainda mais os riscos potenciais.

As preocupações com a avaliação permanecem

Apesar da atualização, Moffett enfatizou que as ações da Apple continuam caras.

Com uma relação preço/lucro de 32,36, a Apple está sendo negociada bem acima do múltiplo de 24,28 do S&P 500, de acordo com a FactSet.

Ele observou que a avaliação da empresa está perto de uma alta de 20 anos em termos absolutos e relativos.

Para justificar tal prêmio, argumentou Moffett, o mercado precisaria assumir que o crescimento futuro da Apple superará significativamente seu desempenho histórico.

"O simples fato de que esses riscos agudos diminuíram não torna a Apple especialmente atraente do ponto de vista da avaliação", disse ele.

"Mais de 30 vezes o lucro do próximo ano ainda é, em nossa opinião, muito rico para qualquer empresa com um crescimento de lucros bom, mas não ótimo."

Preço-alvo sinaliza queda modesta

A postura atualizada de Moffett não sugere otimismo, mas reflete a visão de que uma tese de "venda" não é mais apoiada apenas por preocupações de avaliação.

"À medida que os riscos para os fundamentos se resolvem, não acreditamos que uma tese de venda apoiada apenas por preocupações de avaliação seja justificada", explicou.

O analista estabeleceu um preço-alvo de US$ 225 para a Apple, implicando uma potencial queda de 5,6% em relação ao fechamento de quarta-feira.

Embora essa meta reflita cautela, ela marca um recuo notável de uma das poucas classificações de baixa ainda associadas à gigante da tecnologia.

Para a Apple, a redução do sentimento negativo ressalta a resiliência de seu modelo de negócios e o poder do otimismo dos investidores, mesmo com os debates sobre avaliação continuando.