México destina US$ 14,1 bi para Pemex em 2026 à medida que aumentam as pressões da dívida

México destina US$ 14,1 bi para Pemex em 2026 à medida que aumentam as pressões da dívida
Diya Poddar
09 de set. de 2025, 04:57 AM
  • A meta de produção de petróleo é de 1,8 milhão de barris por dia, a US$ 54,9 por barril.
  • A empresa levantou US$ 12 bilhões em julho, lançou um veículo de investimento de US$ 13,3 bilhões.
  • A Pemex assina 11 acordos de parceria com empresas privadas.

O México delineou um grande compromisso financeiro para a Petroleos Mexicanos (Pemex) em seu orçamento de 2026, sinalizando o apoio estatal contínuo à gigante de energia endividada.

O governo alocou 263,5 bilhões de pesos para cobrir as despesas da empresa, de acordo com documentos orçamentários.

Isso ocorre no momento em que a Pemex se prepara para lidar com seus maiores pagamentos de dívidas nos próximos três anos, ao mesmo tempo em que tenta estabilizar a produção de petróleo e garantir novas parcerias de investimento.

Orçamento da Pemex para 2026 fixado em 517,4 bilhões de pesos

O orçamento proposto para a Pemex em 2026 totaliza 517,4 bilhões de pesos, representando um aumento de 7,7% em relação à alocação de 2025.

O México espera que a produção de petróleo bruto atinja uma média de 1,8 milhão de barris por dia no próximo ano, com preços do petróleo previstos em US $ 54,9 por barril. As exportações de petróleo estão projetadas em 521.000 barris por dia, de acordo com os documentos oficiais.

A alocação ocorre logo depois que a Pemex garantiu US$ 12 bilhões por meio da emissão de notas pré-capitalizadas em julho e lançou planos para um veículo de investimento de US$ 13,3 bilhões financiado por bancos domésticos.

No início deste mês, também propôs uma operação de recompra de US$ 10 bilhões com o objetivo de reduzir uma grande parede de vencimentos de dívida com vencimento no próximo ano.

O apoio do governo continua sob Sheinbaum

A assistência orçamentária para a Pemex tornou-se uma medida recorrente para sucessivos governos.

A presidente Claudia Sheinbaum destinou US$ 6,7 bilhões para a Pemex em 2025, seguindo seu antecessor Andrés Manuel López Obrador, que forneceu cerca de US$ 80 bilhões em incentivos fiscais e injeções diretas de dinheiro durante seu mandato de seis anos.

Apesar dessas intervenções, a empresa tem lutado para deter um declínio de longo prazo na produção.

A Pemex, fundada há quase 90 anos durante a onda de nacionalizações do México, continua sendo a joia da coroa do Estado mexicano, mas está sobrecarregada por dívidas superiores a US $ 100 bilhões.

Analistas de crédito observam que, mesmo após recompras e esforços de refinanciamento, a Pemex ainda carregará mais de US$ 75 bilhões em dívidas, excluindo obrigações de fornecedores e funcionários.

Metas de produção e desafios operacionais

A Pemex revelou um novo plano de negócios no mês passado, visando a produção de petróleo bruto de 1,8 milhão de barris por dia e 5 bilhões de pés cúbicos de gás natural.

No entanto, analistas sinalizaram a estratégia como insuficiente para reverter o declínio da produção, que caiu para quase metade de seu pico há duas décadas.

A empresa agora está procurando trabalhar com empresas privadas para ajudar a perfurar poços antigos e explorar recursos offshore. Também está avaliando o aumento do fracking para acessar as substanciais reservas de xisto do México.

Um documento do governo divulgado na semana passada confirmou que a Pemex assinou 11 acordos de parceria com empresas privadas, embora mais detalhes sobre esses projetos permaneçam não divulgados.

Alívio de curto prazo, incerteza de longo prazo

Embora o orçamento mais recente do México forneça à Pemex espaço financeiro para respirar, a viabilidade de longo prazo da empresa depende de sua capacidade de aumentar a produção e reestruturar as operações.

A pressão imediata é sobre o refinanciamento dos próximos vencimentos, mas ainda restam dúvidas sobre como a empresa sustentará o investimento e o crescimento diante dos desafios estruturais.