Polônia diz que drones russos violaram o espaço aéreo e foram abatidos

Polônia diz que drones russos violaram o espaço aéreo e foram abatidos
Utkarsh Roshan
10 de set. de 2025, 05:37 AM
  • O primeiro-ministro Donald Tusk disse que os céus da Polônia foram violados por um número significativo de drones russos.
  • O radar rastreou mais de 10 objetos, com aqueles considerados ameaçadores "neutralizados".
  • O presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou repetidamente as sugestões de que a Rússia poderia atacar os membros da Otan.

A Polônia abateu drones que entraram em seu espaço aéreo durante um ataque russo em grande escala no oeste da Ucrânia na quarta-feira, com Varsóvia chamando a incursão de "um ato de agressão" e marcando a primeira vez que um membro da Otan disparou armas no conflito.

O primeiro-ministro Donald Tusk disse que os céus da Polônia foram violados por um número significativo de drones russos, e aqueles que representam uma ameaça direta foram destruídos.

Um porta-voz da Otan disse que o secretário-geral Mark Rutte estava em contato com a liderança polonesa e que a aliança estava consultando de perto Varsóvia.

Drones russos neutralizados

O comando militar da Polônia informou que os drones cruzaram repetidamente seu espaço aéreo durante o ataque russo através da fronteira.

O radar rastreou mais de 10 objetos, com aqueles considerados ameaçadores "neutralizados". As operações contra as violações já foram concluídas, disse.

"Buscas e esforços para localizar os possíveis locais de queda desses objetos estão em andamento", disse o comando em um comunicado, agradecendo ao comando aéreo da Otan e aos caças F-35 holandeses pela assistência.

As autoridades pediram aos moradores de Podlaskie, Mazowieckie e Lublin que permanecessem em casa, descrevendo o incidente como um perigo real para os cidadãos.

O aeroporto de Lublin, no leste da Polônia, permaneceu fechado e as autoridades alertaram sobre interrupções ao longo do dia.

Riscos de escalada regional

Os estados que fazem fronteira com a Ucrânia, incluindo Polônia e Romênia, já se abstiveram de abater drones russos, citando riscos físicos e preocupações com a escalada das tensões entre Moscou e a Otan.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse que a Rússia lançou 415 drones e 40 mísseis em ataques noturnos, acrescentando que pelo menos oito foram direcionados à Polônia.

Ele descreveu as incursões como "um precedente extremamente perigoso para a Europa" e pediu uma resposta coletiva da Ucrânia, Polônia, outros parceiros europeus e Estados Unidos.

O presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou repetidamente as sugestões de que a Rússia poderia atacar os membros da Otan, dizendo que tais alegações visam retratar Moscou como um inimigo.

A Rússia insistiu que não busca conflito com a aliança.

A maior parte da Ucrânia, incluindo as regiões fronteiriças de Volyn e Lviv, enfrentou alertas prolongados de ataques aéreos durante a noite, de acordo com sua força aérea.

Resposta dos EUA

Em Washington, o senador democrata Dick Durbin disse que repetidas violações do espaço aéreo da Otan mostraram que Putin estava testando a determinação dos aliados.

"Depois da carnificina que Putin continua a visitar na Ucrânia, essas incursões não podem ser ignoradas", postou ele no X.

O deputado republicano Joe Wilson, membro sênior do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, também escreveu no X que a Rússia estava "atacando a Polônia, aliada da OTAN" com drones, chamando o incidente de "ato de guerra".

Ele pediu ao presidente dos EUA, Donald Trump, que imponha sanções para "levar à falência a máquina de guerra russa".

Trump, que recebeu Putin em uma cúpula em agosto, disse no fim de semana que estava preparado para passar para uma segunda fase de sanções após meses de negociações inconclusivas sobre um acordo de paz.