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Cosan planeja redução de US$ 1,9 bi por meio de aumento de capital

Cosan planeja redução de US$ 1,9 bi por meio de aumento de capital
Noris Soto
22 de set. de 2025, 12:16 PM
  • A Cosan planeja levantar até 10 bilhões de reais (US $ 1,9 bilhão) por meio de ofertas públicas para reduzir a dívida.
  • O apoio de investimento inclui R$ 4,5 bilhões do BTG Pactual e R$ 2 bilhões do Fundo Perfin Infra.
  • As ações da Cosan caíram 20,53% na segunda-feira, sinalizando o ceticismo dos investidores sobre os planos de reestruturação da empresa.

A Cosan, maior produtora de açúcar e etanol do Brasil, pretende levantar até 10 bilhões de reais (US $ 1,9 bilhão) em uma oferta pública para lidar com sua crescente dívida.

No entanto, o CFO Rodrigo Araujo ressaltou na segunda-feira que nenhum dos recursos será usado para ajudar a Raízen, joint venture da Cosan com a Shell que tem lutado com safras ruins de cana-de-açúcar e resultados em queda.

Araújo, falando em uma teleconferência com investidores, deixou claro que a totalidade do capital levantado iria para a desalavancagem do balanço patrimonial da Cosan.

Embora a Raízen seja um dos principais players do setor de energia na região, seus desafios recentes foram parte do motivo da queda na lucratividade registrada pela Cosan, especialmente nos mercados de açúcar e etanol.

Investidores-chave apoiarão a reestruturação da dívida da Cosan

A BTG Pactual Holdings fornecerá suporte significativo para o levantamento de capital proposto, com um investimento de 4,5 bilhões de reais.

Além disso, o Perfin Infra Fund investirá R$ 2 bilhões na empreitada.

Rubens Ometto, criador da Cosan, contribuirá com 750 milhões de reais para a captação por meio de seu family office.

Este programa de reestruturação pretende reduzir a dívida corporativa da Cosan em 57%, o que é um passo importante para estabilizar as finanças da empresa diante dos desafios contínuos em áreas críticas.

A injeção financeira faz parte de um esforço maior para agilizar as operações da Cosan, que inclui o planejamento de transição de liderança.

Ometto, ou um substituto nomeado por ele, deve servir como presidente pelo menos nos próximos seis anos, garantindo a continuidade durante o processo de reforma.

Ações da Cosan caem à medida que investidores reagem ao anúncio de aumento de capital

Apesar da natureza estratégica da expansão de capital, as ações da Cosan estão sob intensa pressão.

As ações da Cosan caíram 20,53% na segunda-feira, sendo negociadas a R$ 5,96 às 10h25.

Essa queda acentuada segue a divulgação do plano de redução da dívida e reflete as dúvidas do mercado sobre a capacidade da Cosan de superar suas dificuldades atuais.

Os investidores estão particularmente preocupados com o fraco desempenho da Raízen, que tem sido prejudicado pelas baixas safras de cana-de-açúcar.

Isso exacerbou os problemas financeiros da empresa, e o ambiente persistente de altas taxas de juros do Brasil reduziu ainda mais as margens de lucro.

Apesar dos esforços para fortalecer o balanço, a incapacidade da Cosan de recuperar suas operações principais deixa os investidores preocupados com suas perspectivas de recuperação.

Sucessão de liderança e estratégia de longo prazo em meio à turbulência financeira

Além de lidar com a dívida da empresa, o levantamento de capital abre caminho para mudanças de liderança na Cosan.

De acordo com a apresentação oficial da empresa, o fundador Rubens Ometto ou um sucessor escolhido por ele atuaria como presidente do conselho pelos próximos seis anos.

A estabilidade de liderança de longo prazo destina-se a ajudar a organização a navegar em uma fase difícil e posicioná-la para o sucesso futuro.

A Cosan registrou uma dívida líquida de 17,5 bilhões de reais (US $ 3,3 bilhões) no final de junho, um número que permaneceu consistente desde o primeiro trimestre.

Embora as finanças da empresa estejam em crise, a atual reestruturação é um passo fundamental para restaurar a saúde financeira e a confiança dos investidores.