HandM mira Brasil e Índia, já que a fraca demanda da Europa e as tarifas dos EUA pressionam as vendas

HandM mira Brasil e Índia, já que a fraca demanda da Europa e as tarifas dos EUA pressionam as vendas
Noris Soto
25 de set. de 2025, 12:14 PM
  • A HandM se expande no Brasil e na Índia à medida que a Europa enfraquece e as tarifas dos EUA diminuem a demanda.
  • O CEO Daniel Erver vê o crescimento em mercados emergentes subpenetrados para reviver a lucratividade.
  • O fechamento de lojas em regiões maduras continua, enquanto a América Latina e a Índia ganham foco.

A varejista de moda HandM está aumentando sua investida em países emergentes à medida que os gastos do consumidor na Europa diminuem e as tarifas afetam a demanda nos Estados Unidos, seu segundo maior mercado.

O presidente-executivo Daniel Erver afirmou na quinta-feira que a empresa sueca vê enormes perspectivas em mercados onde tem presença limitada, incluindo Brasil, América Latina como um todo e Índia.

A iniciativa é a mais recente tentativa de Erver de melhorar o desempenho em uma das principais lojas de roupas do mundo.

Ele está trabalhando para aumentar a lucratividade, fortalecendo o apelo da marca da empresa e acelerando sua resposta às tendências da moda, ao mesmo tempo em que lida com o aumento da concorrência da Zara, de propriedade da Inditex (ITX. MC) e o jogador online Shein.

Expansão no Brasil marca impulso na América Latina

A HandM abriu sua primeira loja no Brasil em agosto, situada em um shopping center rico em São Paulo.

A empresa pretende abrir mais duas lojas até o final de novembro, seguidas por mais quatro em 2026, incluindo uma no Rio de Janeiro.

"Em alguns desses mercados que realmente não penetramos... vemos uma oportunidade maior de crescimento, o Brasil sendo um, a América Latina em geral sendo um e a Índia sendo outro", disse Erver à Reuters.

O momento da expansão é consistente com um prognóstico mais cauteloso para os Estados Unidos.

Erver está preocupado com a demanda do consumidor no quarto trimestre, observando que os impostos de importação forçaram alguns comerciantes a aumentar os preços em um momento em que a confiança do consumidor nos Estados Unidos está diminuindo.

O fechamento de lojas continua em outros lugares

Esse redirecionamento para novas fronteiras está ocorrendo em meio a uma presença global cada vez menor.

A contagem global de lojas da HandM caiu 19% em relação ao pico de 2019, ficando em 4.118 locais no final do mês passado – o menor desde meados de 2016.

O varejista planeja fechar cerca de 200 lojas durante 2025, principalmente em mercados maduros.

A Inditex, proprietária da Zara, também reduziu sua presença, com o número total de lojas caindo para 5.528 no final de julho.

A Inditex, rival da Zara, também reduziu, reduzindo seu número de pontos de venda para 5.528 no final de julho.

A HandM abriu grandes lojas nos distritos turísticos e comerciais mais importantes, mesmo enquanto se consolida em outras áreas.

As inaugurações recentes incluem Le Marais, em Paris, e Huaihai Road, em Xangai, ambas com o objetivo de fortalecer seu posicionamento entre os consumidores da moda em áreas de alto tráfego.

Lançamento de marca premium na Índia

Junto com o esforço no Brasil, a HandM planeja oferecer sua marca de luxo Cos para a Índia.

A empresa, que vende vestidos de US$ 149 e suéteres de caxemira de US$ 299, fará sua estreia em Delhi durante o quarto trimestre.

"Você vê em muitos dos mercados emergentes que existem grandes oportunidades de posicionamento de luxo acessível, e a Índia é um mercado super interessante para explorar a Cos", disse Erver, acrescentando que pretende visitar o país em breve.

A HandM também está expandindo ainda mais sua presença em toda a América Latina.

A empresa, que abriu uma loja em El Salvador no início deste mês, entrará na Venezuela no quarto trimestre e no Paraguai no próximo ano.