Este sinal confirmará que a guerra no Irã já é coisa do passado para o mercado

Este sinal confirmará que a guerra no Irã já é coisa do passado para o mercado
Wajeeh Khan
08 de mar. de 2026, 01:12 AM
  • A guerra no Irã esteve no centro de todos os debates financeiros nos últimos dias.
  • Especialista revela um marco técnico que seria um sinal de compra para as ações dos EUA.
  • O índice S&P 500 acumula cerca de 35% de alta em relação à sua mínima de 52 semanas.

O cenário financeiro global esteve focalizado na guerra do Irã nos últimos dias.

Embora os ataques que mataram o líder supremo de Teerã e a subsequente “retaliação” do país fossem amplamente esperados para prejudicar os preços das ações, os mercados têm mostrado, na verdade, um surpreendente nível de resiliência.

Apesar dessa aparente estabilidade, os investidores continuam em um estado de purgatório, aguardando uma indicação clara de que o risco geopolítico foi totalmente digerido.

E, segundo especialistas, existe um marco técnico específico — uma linha na areia que indicará que os touros retomaram oficialmente o controle.

Por que as ações dos EUA permaneceram resilientes?

A resiliência mencionada decorre de um mercado que pode ser considerado "subalocado" — caracterizado por um sentimento que o estrategista técnico da Fundstrat, Mark Newton, descreve como "bastante contido apesar da ausência de capitulação".

Segundo ele, os investidores estão olhando além do conflito bélico imediato e focando nos fundamentos econômicos subjacentes, que têm se mantido mais robustos do que o esperado.

“A seu crédito, o mercado foi capaz de resistir a uma quantidade incrível de más notícias sem desabar”, escreveu Newton em um relatório recente.

A capacidade do mercado de absorver choques, desde picos nos preços da energia até ataques retaliatórios, sem romper suas mínimas anuais sugere que o "muro de preocupação" está sendo escalado em vez de ser batido.

Além disso, a produção doméstica nos EUA atuou como um amortecedor contra a narrativa tradicional do “choque do petróleo” que normalmente acompanha a instabilidade no Oriente Médio — permitindo que as ações dos EUA se 'desacoplem' dos cenários geopolíticos de pior caso.

O que seria um sinal claro de compra para as ações dos EUA?

Para que o índice de referência S&P 500 saia completamente da crise, o sinal específico que os traders devem observar é um rompimento decisivo acima da máxima intradiária de segunda-feira, em 6.901, segundo Mark Newton.

Na quarta-feira, o índice desafiou esse patamar com uma máxima de 6.885,94 — mas, em última análise, faltou-lhe momentum para romper.

“Se o SPX conseguir subir acima das máximas desta última segunda-feira, acho justo pensar que as mínimas estão estabelecidas por enquanto”, escreveu Newton.

É uma barreira psicológica que prova que os compradores estão dispostos a alocar capital mesmo em meio a uma guerra. Até que esse "teto de segunda-feira" seja quebrado, o mercado permanece em estado de suspensão.

Newton ainda alertou que o S&P 500 está atualmente "preso na faixa mais estreita já registrada", o que significa que o rompimento eventual — independentemente da direção — tende a ser explosivo.

O que esperar do S&P 500 adiante?

Newton também afirmou que essa faixa de negociação estreita será "resolvida em algum momento de março".

Para o investidor médio, a mensagem é clara: o "desconto da guerra no Irã" só será totalmente eliminado quando o SPX provar que pode negociar nos níveis de preço observados antes das escaladas mais intensas da semana.

Até que 6.901 fique no retrovisor, o mercado está apenas se mantendo à tona.

Um rompimento bem-sucedido desse nível não apenas silenciaria os céticos, mas confirmaria que, ao menos para Wall Street, o conflito deixou de ser uma crise que move o mercado para se tornar uma variável de ruído de fundo.