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Coreia do Sul exige checagem de ativos cripto a cada 5 minutos após erro da Bithumb

Coreia do Sul exige checagem de ativos cripto a cada 5 minutos após erro da Bithumb
Rony Roy
07 de abr. de 2026, 12:07 PM
  • Coreia do Sul exige que exchanges façam reconciliação de ativos a cada cinco minutos.
  • Erro de pagamento da Bithumb expôs lacunas nos controles de risco das exchanges.
  • A inspeção identificou controles fracos e sistemas de verificação de saldos com atrasos.

A Coreia do Sul intensificou a supervisão das exchanges de criptoativos, ordenando que as plataformas reconciliem os livros contábeis internos com os saldos reais de ativos a cada cinco minutos, depois que uma inspeção revelou falhas nos controles internos.

A diretiva foi emitida pela Financial Services Commission (FSC) após uma reunião com grandes exchanges e a Digital Asset Exchange Alliance (DAXA). 

As discussões foram baseadas em constatações de uma inspeção emergencial iniciada após o incidente de pagamento da Bithumb no início deste ano.

Por que a Coreia do Sul não pode mais esperar 24 horas?

Os reguladores constataram que três das cinco maiores exchanges do país reconciliavam saldos apenas uma vez a cada 24 horas, limitando sua capacidade de detectar e responder a discrepâncias em tempo hábil. 

Mecanismos projetados para suspender negociações durante grandes divergências também foram considerados insuficientes, suscitando preocupações sobre como as exchanges lidariam com erros operacionais em larga escala.

O caso ganhou foco em fevereiro, quando a Bithumb distribuiu por engano 620.000 BTC a 249 usuários durante um evento promocional. 

A exchange afirmou que recuperou 99,7% dos fundos no mesmo dia, enquanto os 1.788 BTC restantes que já haviam sido vendidos foram cobertos com reservas da empresa.

Segundo os novos requisitos, as exchanges devem implementar sistemas automatizados que conciliem os registros internos com os saldos de carteiras em ciclos de cinco minutos. 

Elas também são obrigadas a definir limites claros para acionar paralisações automáticas de transações caso as discrepâncias ultrapassem os limites estabelecidos.

A supervisão também está sendo estendida às operações internas. Processos de alto risco, como pagamentos promocionais, exigirão controles mais rigorosos, incluindo checagens por terceiros e sistemas de aprovação em múltiplos níveis. 

As exchanges também devem segregar contas de alto risco e introduzir ferramentas automatizadas de verificação para pagamentos.

Os prazos de auditoria estão sendo reduzidos, com revisões externas passando de trimestrais para mensais. Os requisitos de divulgação também serão ampliados para incluir relatórios mais detalhados dos saldos de ativos tanto em carteiras quanto nos livros internos.

“As autoridades financeiras e a DAXA planejam concluir as alterações regulatórias necessárias para implementar as medidas de melhoria até abril deste ano”, disse a FSC.

A diretiva mais recente surge em um momento em que as exchanges do país registram um aumento na saída de capital das plataformas locais.

Dados da FSC mostraram que as saídas de criptoativos das exchanges sul-coreanas atingiram 90 trilhões de won, ou cerca de US$ 60 bilhões, no segundo semestre de 2025, um aumento de 14% em relação a 78,9 trilhões de won, ou US$ 52,5 bilhões, no primeiro semestre.

Reguladores intensificam supervisão globalmente

Ao redor do mundo, reguladores indianos também intensificaram esforços de conformidade para conter a atividade cripto e evitar evasão tributária.

Além de se registrarem como entidade de reporte junto à Financial Intelligence Unit, as exchanges também são obrigadas a compartilhar detalhes das transações de clientes com as autoridades fiscais do país para avaliação.

Relatos locais recentes sugerem que vários usuários que não declararam sua renda em cripto começaram a receber notificações Section 148A referentes ao exercício financeiro 2021–22.