Por que Josh Kushner e Bob Iger pagam US$12,5 bilhões pelos Lakers

Por que Josh Kushner e Bob Iger pagam US$12,5 bilhões pelos Lakers
Devesh Kumar
13 de ago. de 2026, 05:55 AM

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Invezz
Participação de controle dos Lakers (buy)

Comprar exposição à economia da participação de controle dos Lakers por meio de um veículo de private equity/estrutura ligado aos Lakers (ou qualquer instrumento disponível de direitos/participação atrelado ao acordo). A tese: o acordo de mídia de 11 anos da NBA (avaliado em cerca de US$77 bilhões) torna os fluxos de caixa mais previsíveis, e o prêmio de escassez dos Lakers (apenas algumas equipes com marca global + mercado de Los Angeles + história de títulos) acabou sendo reajustado para cerca de US$12,5 bilhões. Risco chave: a aprovação da NBA é adiada ou bloqueada, ou os termos do acordo mudam de forma a reduzir o controle/direitos.

Key Risk: A aprovação da NBA falha ou o acordo é reestruturado para remover controle/direitos.

Beneficiários dos direitos de mídia da NBA (buy)

Comprar empresas de mídia/streaming de grande capitalização com exposição direta aos direitos da NBA — especificamente Disney (ESPN/ABC) e Comcast/NBCUniversal (NBC). A tese: os novos acordos de mídia de longa duração da NBA aumentam o valor do inventário de esportes ao vivo de primeira linha, e a maior avaliação dos Lakers sinaliza que os investidores pagarão mais pelas marcas mais rentáveis da liga, elevando a demanda e o poder de precificação entre os detentores de direitos.

Key Risk: A economia dos direitos da NBA se deteriora — menor monetização ou migração dos direitos para além desses detentores.

  • A transação pelos Lakers avalia a franquia em um recorde de US$12,5 bilhões em venda de controle.
  • Os direitos de mídia da NBA e a escassez ajudam a explicar o prêmio de avaliação dos Lakers.
  • Kushner e Iger estão pagando 25% a mais que a avaliação anterior dos Lakers de US$10 bilhões.

Josh Kushner e o ex-chefe da Disney Bob Iger concordaram em comprar uma participação de controle no Los Angeles Lakers em um acordo que avalia a franquia em cerca de US$12,5 bilhões, estabelecendo um recorde para a venda de controle de uma equipe esportiva profissional.

O preço chama atenção porque o grupo de Mark Walter adquiriu o controle dos Lakers com uma avaliação de US$10 bilhões apenas cerca de 14 meses antes.

Kushner e Iger estão, efetivamente, aceitando um aumento de 25% na avaliação em pouco mais de um ano, sujeito à aprovação da NBA.

A lógica repousa em algo que empresas comuns não conseguem replicar facilmente: escassez extrema, receitas de liga de longo prazo e uma marca com alcance global.

Por que os Lakers têm um prêmio por escassez

A NBA tem apenas 30 franquias, e times icônicos raramente entram no mercado.

Kushner e Iger já haviam explorado participar de uma possível candidatura de expansão em Las Vegas, mas comprar os Lakers lhes dá controle imediato de um dos ativos mais conhecidos do basquete.

Tripp Crews e Tim Lee, da Mercer Capital, disseram ao Front Office Sports após a venda anterior dos Lakers que marcas esportivas profissionais realmente “premium” capazes de comandar tais avaliações são raras.

Eles alertaram contra usar os Lakers como referência direta para toda franquia da NBA.

Jesse Silvertown, principal da The Ledge Company, disse de forma similar ao Front Office Sports que a avaliação anterior de US$10 bilhões foi “completamente razoável, dado os números e o ambiente”.

O novo preço sugere que os compradores acreditam que esse prêmio se tornou ainda mais valioso.

Um acordo de mídia de US$77 bilhões facilita as contas

Só a escassez não explica os US$12,5 bilhões. A NBA também travou receitas futuras incomumente visíveis.

Seus novos acordos nacionais de mídia de 11 anos com Disney, NBCUniversal e Amazon começam na temporada 2025-26 e vão até 2035-36. O pacote tem sido amplamente avaliado em cerca de US$77 bilhões.

Dave Dase, co-head global de esportes do Goldman Sachs, disse ao Front Office Sports que governança sofisticada da liga, regras claras de propriedade e receitas compartilhadas têm sido um dos principais motores do aumento das avaliações de esportes na América do Norte.

Os investidores sabem o que estão comprando porque a liga oferece um modelo de negócios claramente definido, disse Dase.

Os Lakers acrescentam vantagens que poucos times conseguem igualar: Los Angeles, uma base de fãs internacional e uma história de títulos que atravessa gerações.

Iger também traz uma perspectiva incomum. Ele passou anos administrando a Disney enquanto a ESPN e a ABC permaneciam compradores centrais dos direitos da NBA, dando-lhe profunda experiência com a economia dos esportes ao vivo premium.

O preço recorde ainda pressupõe potencial de valorização adicional

Ainda existe um elemento especulativo no acordo.

Um salto de US$10 bilhões para US$12,5 bilhões em cerca de 14 meses significa que Kushner e Iger estão pagando não apenas pelos fluxos de caixa atuais, mas pela apreciação futura.

O negócio foi fechado em poucos dias e sem um leilão amplo, surpreendendo membros da comunidade de proprietários da NBA. Iger disse ao California Post que ele e Kushner se moveram rápido depois de saber que Walter poderia vender.

O parâmetro de comparação também continua sendo incomumente específico dos Lakers. O alerta da Mercer Capital é importante: pouquíssimos times combinam escassez, tamanho de mercado e força de marca global nesse nível.