BP é "certamente um alvo de aquisição", diz especialista de mercado

BP é "certamente um alvo de aquisição", diz especialista de mercado
Wajeeh Khan
16 de abr. de 2025, 14:14 PM
  • O analista Maurizio Carulli afirma que a BP PLC é um alvo potencial de aquisição.
  • Houve rumores de uma possível fusão entre a BP e a Shell.
  • Carulli também vê a Chevron como um possível pretendente para a BP, com sede no Reino Unido.

O foco aumentado da BP PLC (NYSE: BP) em energias renováveis em detrimento de suas operações principais de petróleo e gás resultou em uma forte tendência de queda no preço de suas ações nos últimos 12 meses.

Embora a gigante energética já tenha se comprometido a reduzir os gastos com energias renováveis e a reorientar seu foco para o segmento de petróleo e gás, em uma tentativa de reconstruir a confiança dos investidores, o dano ao preço de suas ações já tornou a BP uma candidata ideal para uma possível aquisição.

“Certamente, a BP é um alvo potencial de aquisição – sem dúvida alguma”, disse Maurizio Carulli, analista da Quilter Cheviot, à CNBC em uma entrevista recente.

As ações da BP estão atualmente mais de 30% abaixo de sua máxima de 52 semanas.

A Shell poderia abordar a BP com uma proposta de aquisição?

A contínua fraqueza das ações da BP gerou especulações de que a concorrente Shell poderia considerar uma aquisição para expandir sua presença nos mercados globais de energia.

De acordo com o diretor de pesquisa de ações da Morningstar, Allen Good, uma possível transação entre Shell e BP provavelmente seria uma fusão, e não uma aquisição direta.

No entanto, um possível acordo entre os dois provavelmente levantará preocupações com a concorrência, argumentou Carulli da Quilter Cheviot em sua entrevista à CNBC.

Suas declarações surgem apenas semanas depois que o investidor ativista Elliott Management anunciou uma participação de 5,0% na BP.

A Chevron poderia ser uma potencial pretendente para a BP.

Outro possível pretendente para a BP poderia ser a Chevron Corp., com sede em Houston, particularmente considerando que o destino de seu acordo de US$ 53 bilhões com a Hess está em jogo em meio a incertezas legais.

Se a empresa americana não conseguir fechar a transação com a Hess, a BP, com sede em Londres, poderia oferecer uma alternativa suficientemente boa para cumprir seu compromisso de expansão global.

Uma transação desse tipo provavelmente fará sentido, considerando que a BP “é a maior das petroleiras com exposição aos EUA, ainda mais do que a Exxon e a Chevron”, observou Michele Della Vigna do Goldman Sachs em uma recente entrevista à CNBC.

Atualmente, a BP gera cerca de 40% de seu caixa nos EUA.

Vale a pena investir em ações da BP em 2025?

A BP já foi a empresa de petróleo e gás mais celebrada do Reino Unido.

Em fevereiro, a empresa reportou um lucro operacional de US$ 1,169 bilhão para o quarto trimestre, abaixo da previsão dos especialistas de US$ 1,2 bilhão e representando uma queda de 61% em relação ao ano anterior.

Na época, a BP atribuiu seu resultado final decepcionante a “margens de refino realizadas mais fracas, maior impacto da atividade de manutenção, volumes de clientes sazonalmente menores e margens de combustível”.

Apesar da fraqueza contínua, no entanto, as ações do setor de energia não perderam o favor dos analistas de Wall Street.

A classificação consensual das ações da BP ainda se mantém em “sobreponderação”, com uma meta média de cerca de US$ 36, indicando um potencial de alta de bem mais de 30% a partir daqui.

Além disso, as ações da BP atualmente pagam um rendimento de dividendos lucrativo de 6,90%, o que as torna um pouco mais atraentes para possuir nos níveis atuais.