Ações da Charter Communications caem 11% e continuam perdendo clientes

Ações da Charter Communications caem 11% e continuam perdendo clientes
Ananthu C U
25 de jul. de 2025, 09:49 AM
  • A Charter perdeu as estimativas de ganhos do 2º trimestre com LPA de US$ 9,18, provocando uma queda de 11% no preço das ações.
  • A empresa perdeu 117.000 assinantes de Internet e 80.000 de vídeo, mas adicionou 500.000 linhas móveis.
  • A receita subiu 0,6%, para US$ 13,77 bilhões, apoiada pelo crescimento de dispositivos móveis e Internet, enquanto a receita de TV caiu 10%.

A Charter Communications Inc. (NASDAQ: CHTR) divulgou resultados do segundo trimestre que ficaram aquém das expectativas de Wall Street, provocando uma queda de 11% no preço de suas ações durante as negociações de pré-mercado.

A gigante do cabo e da internet continua a lidar com a perda de assinantes em seus principais negócios de vídeo e banda larga, à medida que os consumidores se afastam dos serviços tradicionais de cabo e adotam plataformas alternativas como o YouTube e os serviços de streaming.

As perdas de assinantes persistem, embora mais lentas do que no ano anterior

A Charter, que opera sob a marca Spectrum, perdeu 117.000 assinantes de Internet e 80.000 clientes de vídeo durante o segundo trimestre encerrado em 30 de junho de 2025.

Embora ainda notáveis, esses números representaram uma melhora em relação ao mesmo período do ano passado, quando a empresa perdeu 149.000 assinantes de Internet e 408.000 de vídeo.

As perdas elevadas do ano anterior foram parcialmente atribuídas à expiração do Programa Federal de Conectividade Acessível, que apoiava o acesso à banda larga de baixa renda.

A empresa teve um crescimento significativo em seu segmento móvel, adicionando 500.000 novas linhas móveis no trimestre, elevando seu total para 10,9 milhões, um aumento de 23,7% ano a ano.

Apesar dessa tendência positiva, o relacionamento total com clientes da Charter diminuiu em 162.000, com a empresa atendendo a 31,2 milhões de clientes, excluindo usuários somente móveis, até o final do trimestre.

Finanças: perda de lucros, crescimento estável da receita

A Charter registrou lucro ajustado por ação de US$ 9,18 no segundo trimestre, abaixo do consenso dos analistas de US$ 9,58.

Isso se compara ao LPA de US$ 8,49 no mesmo trimestre do ano anterior. A receita foi de US$ 13,77 bilhões, um modesto aumento de 0,6% em relação ao ano anterior, em linha com as previsões dos analistas.

A empresa registrou lucro líquido atribuível aos acionistas de US$ 1,3 bilhão, marcando um aumento de 5,7% em relação ao ano anterior.

O EBITDA ajustado aumentou ligeiramente 0,5%, para US$ 5,7 bilhões, enquanto o fluxo de caixa livre caiu 19,3%, para US$ 1,0 bilhão.

O declínio no fluxo de caixa livre foi impulsionado por mudanças no capital de giro de dispositivos móveis e no momento dos pagamentos de impostos e juros.

A receita de vídeo de TV caiu drasticamente em 10%, para US$ 3,5 bilhões, mas isso foi compensado pela receita da Internet, que aumentou 2,8%, para US$ 6 bilhões.

A receita de serviços móveis foi um destaque, aumentando 24,9% ano a ano.

Perspectivas e reação do mercado

Apesar da melhoria na retenção de assinantes ano a ano, os investidores não ficaram impressionados com as contínuas perdas de clientes e perda de ganhos.

As ações da Charter caíram 11%, para US$ 337, nas negociações de pré-mercado. No acumulado do ano, as ações ganharam 10,86%.

A Charter reduziu sua orientação de despesas de capital para o ano de 2025 para aproximadamente US$ 11,5 bilhões, abaixo dos US$ 12,0 bilhões, citando a redução dos custos de construção rural e expansão comercial.

O CEO Chris Winfrey enfatizou as oportunidades de crescimento de longo prazo, afirmando: "Nossa receita de conectividade convergente cresceu mais de 5% no segundo trimestre, com uma longa pista de crescimento".

Ele também apontou os preços competitivos da Charter e as ofertas de alta velocidade como os principais diferenciais.

O relatório vem logo depois que a Charter anunciou uma fusão de US $ 34,5 bilhões com a Cox Communications, com o objetivo de criar uma grande força em serviços de banda larga e vídeo.

Embora a fusão sinalize escala futura, os desafios de curto prazo de atrito com clientes e mudanças nos hábitos de consumo continuam a pesar muito no modelo de negócios da Charter.