Moderna corta receita de 2025 para US$ 2,2 bilhões após atraso no reforço no Reino Unido

Moderna corta receita de 2025 para US$ 2,2 bilhões após atraso no reforço no Reino Unido
Diya Poddar
01 de ago. de 2025, 11:13 AM
  • As ações caíram mais de 6% nas negociações de pré-mercado na sexta-feira.
  • O prejuízo líquido diminuiu para US$ 825 milhões, ou US$ 2,13 por ação.
  • As despesas operacionais caíram 27%, para US$ 1,1 bilhão.

A Moderna reduziu o limite superior de sua previsão de receita para 2025, citando um atraso nas remessas de vacinas Covid para o Reino Unido. A empresa agora espera entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2,2 bilhões em receita, uma queda de US$ 300 milhões no topo de sua faixa anterior.

O ajuste ocorre no momento em que a Moderna continua a enfrentar a diminuição da demanda por vacinas contra a Covid, ao mesmo tempo em que avança com esforços de corte de custos, incluindo uma redução de 10% da força de trabalho.

Apesar disso, a Moderna divulgou resultados de receita e ganhos no segundo trimestre que superaram as expectativas de Wall Street, com perdas menores do que o previsto.

Orientação de receita diminuiu à medida que remessas do Reino Unido avançaram para 2026

Na sexta-feira, a Moderna confirmou que, em vez de entregar os reforços da Covid da primavera para o Reino Unido no final de 2025, as doses agora serão enviadas no primeiro trimestre de 2026.

A empresa afirmou que o valor geral do contrato com o governo do Reino Unido permanece inalterado, mas o momento da entrega mudou para se alinhar com o final do ano fiscal do Reino Unido.

Como resultado, a empresa reduziu sua perspectiva de receita anual em US$ 300 milhões. A orientação para o ano inteiro agora fica entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2,2 bilhões, em comparação com sua projeção anterior de até US$ 2,5 bilhões.

As ações da Moderna caíram mais de 6% nas negociações de pré-mercado na sexta-feira após o anúncio.

Vendas no segundo trimestre caem 41% ano a ano

No segundo trimestre, a Moderna registrou US$ 142 milhões em receita, maior do que os US$ 113 milhões esperados pelos analistas, de acordo com dados da LSEG.

No entanto, as vendas ainda caíram 41% em comparação com o mesmo período do ano passado, refletindo o declínio contínuo na demanda por vacinas Covid.

A grande maioria da receita do segundo trimestre - US$ 114 milhões - veio da injeção de Covid da Moderna. Isso superou as previsões dos analistas de US$ 89 milhões, com base nas estimativas da StreetAccount.

A vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) da empresa, por sua vez, registrou vendas insignificantes, muito abaixo dos US$ 5,9 milhões esperados.

O prejuízo líquido diminui à medida que as despesas operacionais são reduzidas em 27%

A Moderna registrou um prejuízo líquido de US$ 825 milhões, ou US$ 2,13 por ação, no trimestre. Isso se compara a um prejuízo líquido de US$ 1,3 bilhão, ou US$ 3,33 por ação, no mesmo período do ano anterior.

Os analistas esperavam uma perda trimestral maior de US$ 2,97 por ação, o que significa que os resultados da Moderna foram melhores do que o previsto.

A empresa atribuiu esse desempenho superior em parte aos controles de custos. As despesas operacionais caíram 27% ano a ano, de US$ 1,6 bilhão para US$ 1,1 bilhão.

Os executivos enfatizaram que o gerenciamento de despesas tem sido fundamental para apoiar as finanças da Moderna, pois as vendas de vacinas Covid continuam a diminuir.

Estratégia de redução da força de trabalho e gerenciamento de custos

A perspectiva de receita atualizada veio um dia depois que a Moderna anunciou planos de cortar sua força de trabalho em 10%.

Esse movimento se soma a uma série de medidas de corte de custos que a empresa implementou em resposta às vendas mais fracas relacionadas à Covid.

A redução da força de trabalho e os cortes de despesas visam ajudar a Moderna a sustentar o investimento em novos produtos enquanto gerencia fluxos de receita reduzidos.

Embora a vacina Covid da empresa continue sendo o maior contribuinte para a receita, a Moderna continua a se concentrar em ampliar seu pipeline, incluindo vacinas direcionadas à gripe e ao VSR.

No entanto, com vendas insignificantes de RSV no segundo trimestre, a empresa continua dependente de reforços da Covid para a maior parte de sua receita.