Ações da Boeing sobem à medida que conversas sobre acordo de 500 aviões com a China despertam otimismo dos investidores

Ações da Boeing sobem à medida que conversas sobre acordo de 500 aviões com a China despertam otimismo dos investidores
Devesh Kumar
21 de ago. de 2025, 12:31 PM
  • O acordo pode quebrar anos de vendas comerciais fracas na China desde 2017.
  • O crescente mercado de aviação da China oferece potencial de crescimento de longo prazo em meio à concorrência.
  • Os desafios da cadeia de suprimentos e as tensões geopolíticas ainda mantêm os investidores cautelosos.

As ações da Boeing subiram na quinta-feira, após relatos de que a empresa pode vender até 500 aviões para a China. As ações começaram o dia em torno de US$ 225,50 e subiram para cerca de US$ 226,40, já que os investidores pareciam entusiasmados com o negócio.

As ações têm subido constantemente ultimamente, cerca de 25% nos últimos seis meses, graças a fortes pedidos e novas entregas.

É claro que ainda há preocupações à medida que os problemas na cadeia de suprimentos e as tensões políticas continuam, mas, por enquanto, o mercado parece estar se concentrando no lado positivo: mais aviões vendidos, mais receita e uma posição mais forte na China, que está crescendo mais rápido do que qualquer outro mercado de aviação no momento.

Quebrando a seca da Boeing na China

As negociações sobre a venda de até 500 aviões para a China podem ser um divisor de águas para a Boeing, depois de anos de quase nenhuma grande venda comercial lá.

Desde 2017, os acordos têm sido difíceis de conseguir, pois as tensões EUA-China, as disputas comerciais e a burocracia atrapalharam. E depois houve a crise do 737 MAX, que deixou a reputação da Boeing um pouco abalada em todo o mundo.

Fontes dizem que a Boeing e as autoridades chinesas ainda estão acertando os detalhes, coisas como quais aviões, quantos e quando serão entregues. O negócio ainda não está fechado; Depende muito se as questões comerciais maiores forem resolvidas.

Para contextualizar, o pedido seria aproximadamente do mesmo tamanho que um semelhante que a China fez com a Airbus, o que só mostra o quão acirrada é a concorrência.

Se for aprovado, quebraria um longo período de seca para a Boeing na China e sugeriria um pouco mais de confiança e cooperação entre os dois lados do que há anos.

Boeing de olho em uma decolagem na China

A China é enorme para o futuro da Boeing. O país vai precisar de dezenas de milhares de aviões nas próximas duas décadas, à medida que mais e mais pessoas começarem a voar.

Os próprios números da Boeing dizem que o mundo vai querer cerca de 43.600 novos aviões até 2044, e a China está no topo dessa lista, graças às cidades crescendo rapidamente e mais pessoas subindo aos céus.

Conquistar uma grande fatia desse mercado é enorme para a Boeing, especialmente com a Airbus respirando no pescoço e os fabricantes chineses locais ficando mais fortes.

Algumas pessoas veem esse acordo como mais do que apenas vender aviões, pois pode levar a parcerias mais estreitas de tecnologia e estratégia. Mas nada é certo, pois depende muito de como as relações EUA-China se desenrolam, e se as tensões aumentarem novamente, tudo isso pode parar.

Olhando para a Boeing como um todo, a empresa vem ganhando força em projetos comerciais, de defesa e até espaciais.

Grandes pedidos de companhias aéreas na Ásia e no Oriente Médio mostram que ainda há uma forte demanda global. O lado da defesa das coisas está indo particularmente bem, como US$ 19 bilhões em contratos ganhos apenas no segundo trimestre de 2025 e uma carteira de pedidos sólida para manter as coisas ocupadas.

Dito isso, a Boeing não está fora de perigo. Problemas na cadeia de suprimentos e efeitos persistentes de problemas de produtos anteriores ainda deixam os investidores cautelosos.

Mas se o acordo com a China for aprovado, pode ser um verdadeiro divisor de águas, dando à Boeing um grande aumento na receita e uma presença mais forte em todo o mundo nos próximos anos.