Petershill Partners, do Goldman Sachs, sairá de Londres; Retorno de US$ 921 milhões eleva ações para máxima de 4 anos

Petershill Partners, do Goldman Sachs, sairá de Londres; Retorno de US$ 921 milhões eleva ações para máxima de 4 anos
Vatsala Gaur
25 de set. de 2025, 05:03 AM
  • Petershill Partners sairá de Londres e devolverá US$ 921 milhões aos acionistas.
  • Os acionistas receberão US$ 4,202 por ação, um prêmio de 35% no último fechamento.
  • A mudança marca outro revés para o mercado de ações do Reino Unido após as recentes saídas.

A Petershill Partners, grupo de investimentos de propriedade do Goldman Sachs, disse na quinta-feira que planeja sair da Bolsa de Valores de Londres e devolver 921 milhões de dólares aos acionistas.

A notícia fez com que as ações da empresa subissem 33%, atingindo uma alta de quatro anos, e a ação foi a maior ganhadora no índice FTSE mid-cap.

A decisão segue uma revisão estratégica destinada a aumentar os retornos, mas mais uma vez destaca a crescente luta do mercado de ações de Londres para manter as principais listagens.

A empresa de £ 2,5 bilhões, lançada em 2007 e lançada em Londres em setembro de 2021, disse que seu conselho estava insatisfeito com o preço e a avaliação de suas ações, que acredita não terem refletido o forte desempenho financeiro da empresa e a qualidade dos ativos subjacentes.

"Apesar do forte desempenho operacional e financeiro da empresa e dessas iniciativas estratégicas, o preço e a avaliação das ações da empresa, na visão do Conselho, não refletiram adequadamente a qualidade e o valor subjacente dos ativos da empresa, seu forte desempenho financeiro e perspectivas de crescimento atraentes", disse a empresa.

Oferta aos acionistas com prêmio

De acordo com o plano, a Petershill oferecerá aos acionistas em circulação US$ 4,15 por ação em dinheiro e um dividendo intermediário de US$ 0,052 por ação, totalizando US$ 4,202.

Isso representa um prêmio de cerca de 35% em relação ao último preço de fechamento das ações.

O retorno de capital de 415 centavos por ação será financiado por meio de dinheiro, recursos de alienação diferida e novas dívidas.

Incluindo o dividendo intermediário de 5,2 centavos, o pagamento total será de 420,2 centavos por ação.

O dividendo intermediário está programado para 31 de outubro de 2025, pagável aos acionistas registrados em 3 de outubro.

Ganhos sólidos em meio a preocupações com avaliação

Apesar de seus planos de se retirar de Londres, Petershill relatou fortes resultados provisórios.

Os ganhos distribuíveis dos parceiros atingiram US$ 152 milhões nos seis meses até 30 de junho de 2025, um aumento de 9% em relação ao ano anterior.

O lucro ajustado após impostos subiu para US$ 124 milhões, de US$ 94 milhões no mesmo período do ano passado.

Os ativos agregados de empresas parceiras sob gestão cresceram 6%, para US$ 351 bilhões, enquanto os ativos sob gestão aumentaram 3%, para US$ 245 bilhões.

A empresa manteve sua orientação para 2025, esperando US$ 20-25 bilhões em aumentos de ativos orgânicos elegíveis para taxas e US$ 5-10 bilhões em realizações de ativos pagantes.

Reformulação ativa do portfólio

Durante o primeiro semestre de 2025, a Petershill vendeu sua participação na General Catalyst por US$ 726 milhões e adquiriu a Frazier Healthcare Partners por US$ 330 milhões.

Depois de junho, vendeu a Harvest Partners por US$ 561 milhões e fez um investimento subsequente de US$ 158 milhões na STG Partners.

"Estamos satisfeitos que nossas empresas parceiras tenham levantado US$ 19 bilhões em ativos elegíveis para taxas brutas no primeiro semestre, apesar dos mercados voláteis no início do ano", disseram os co-diretores Ali Raissi-Dehkordy e Robert Hamilton Kelly em um comunicado.

Outro golpe para o mercado de ações de Londres

A saída aumenta a luta de Londres para manter empresas globais.

Nos últimos dois anos, Ashtead, Flutter Entertainment e CRH mudaram suas listagens primárias para os EUA, enquanto a Indivior cancelou sua listagem secundária em Londres em 2024.

O grupo de pagamentos online Wise também sinalizou planos para uma listagem dupla nos EUA.

A decisão de Petershill destaca o desafio persistente que Londres enfrenta em competir com mercados de capitais mais profundos dos EUA, que oferecem avaliações mais altas e maior interesse dos investidores.