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Venezuela revoga permissões de voo para seis companhias aéreas após alerta de segurança dos EUA

Venezuela revoga permissões de voo para seis companhias aéreas após alerta de segurança dos EUA
Noris Soto
27 de nov. de 2025, 10:26 AM
  • A Venezuela revogou os direitos operacionais de seis companhias aéreas após suspenderem voos em decorrência de um alerta da FAA dos EUA.
  • Caracas acusou as companhias aéreas de apoiar o "terrorismo de Estado" e rejeitou as alegações dos EUA de piora da segurança.
  • Algumas companhias aéreas continuam operando no país apesar das rotas suspensas e da conexão reduzida.

Após seis grandes companhias estrangeiras suspenderem voos para o país devido a uma recomendação da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA), a Venezuela tomou medidas para revogar suas permissões operacionais.

A medida restringe ainda mais as já limitadas conexões internacionais de voo para a Venezuela e leva em consideração as ameaças das autoridades na capital venezuelana no início desta semana.

A autoridade de aviação civil revogou direitos à Iberia, TAP, Avianca, Latam Colombia, Turkish Airlines e Gol.

Todos eles haviam suspendido temporariamente o serviço após um alerta da FAA às companhias aéreas americanas sobre o que chamou de "situação potencialmente perigosa" no espaço aéreo venezuelano ou sobre ele.

O regulador dos EUA atribuiu seu alerta a uma situação de segurança deteriorada e ao aumento das atividades militares na Venezuela e arredores.

Caracas contestou a avaliação da FAA, alegando que a agência dos EUA não tem controle sobre o espaço aéreo venezuelano. Autoridades acusaram as companhias aéreas de apoiarem a posição de Washington ao cancelarem voos "unilateralmente."

Em um comunicado, autoridades afirmaram que as porta-aviões haviam "se juntado a ações de terrorismo estatal promovidas pelos Estados Unidos" e que as proibições eram injustificadas.

Aviso dos EUA desencadeia suspensões de companhias aéreas

Na semana passada, o aviso da FAA aumentou a ambiguidade para companhias aéreas internacionais que voam na região.

O destacamento ocorreu enquanto o exército dos EUA vinha enviando navios para o Caribe há meses, enquanto as relações com o governo do presidente Nicolás Maduro pioraram.

Washington enquadrou sua preparação como uma resposta à suposta cumplicidade de Maduro no fornecimento de drogas ilegais que mataram americanos.

Maduro negou as acusações e alega que o presidente dos EUA, Donald Trump, quer removê-lo do poder.

Dias após um novo alerta da Administração Federal de Aviação, várias companhias aéreas decidiram cancelar ou suspender voos para a Venezuela, apesar do pedido de Caracas para manter as operações.

Isso incluiu seis das seguradoras cujos direitos foram revogados.

Suas decisões contribuíram para uma nova contração do tráfego aéreo internacional para o país, que enfrenta há anos dificuldades com a redução da conectividade.

Ultimato de 48 horas precede revogações

No início desta semana, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) informou que as autoridades venezuelanas haviam emitido um ultimato dando às companhias aéreas internacionais 48 horas para retomar voos ou correr o risco de perder suas permissões operacionais.

Apesar do aviso, vários porta-aviões recusaram-se a retornar aos céus venezuelanos, citando preocupações de segurança e operações.

A Iberia afirmou que queria retomar os voos assim que "as condições de segurança total fossem atendidas", destacando o estado de incerteza em torno das viagens aéreas ao país.

Outras companhias aéreas, incluindo Air Europa e Plus Ultra, encerraram suas operações, mas não tiveram suas permissões revogadas.

A fiscalização desigual demonstra como as seguradoras viam os riscos de forma diferente.

Enquanto alguns optaram por cancelar voos completamente, outros continuaram operando.

Copa e Wingo continuam a atender a Venezuela, e companhias aéreas domésticas continuam voando para as vizinhas Colômbia, Panamá e Curaçao.

A conectividade diminui conforme as tensões aumentam

A perda das licenças enfatiza a batalha geopolítica maior entre Caracas e Washington, bem como as implicações para a aviação comercial.

A acusação da Venezuela de que companhias aéreas ligadas aos Estados Unidos praticam "terrorismo de Estado" reflete a retórica crescente em resposta ao alerta da FAA e à presença de forças militares americanas na região.

A perda de seis grandes operadores estrangeiros pela Venezuela agrava seu isolamento em um momento em que suas ligações com a aviação já estão severamente reduzidas.

Para as companhias aéreas, o episódio enfatiza as dificuldades de lidar com questões políticas e de segurança complexas enquanto equilibra recomendações regulatórias e segurança dos passageiros.

Com questões diplomáticas não resolvidas e preocupações de segurança persistindo, as perspectivas de restaurar o serviço de aviação para a Venezuela permanecem duvidosas.

O desacordo entre as avaliações dos EUA sobre as atividades militares regionais e a negação da Venezuela de controle externo colocou as porta-aviões no centro de uma disputa muito além dos limites das operações comerciais.