Ataques de drones danificam petroleiros no Mar Negro, próximo à Rússia, ameaçando o comércio de energia

Ataques de drones danificam petroleiros no Mar Negro, próximo à Rússia, ameaçando o comércio de energia
Sayantan Sarkar
13 de jan. de 2026, 11:02 AM
  • Petroleiros gerenciados pela Grécia foram atingidos por drones perto do terminal do PCC no Mar Negro.
  • Ataque ao terminal do PCC está ligado a uma queda de 35% na produção de petróleo do Cazaquistão.
  • Incidentes levantam preocupações sobre vulnerabilidade na infraestrutura energética e segurança marítima.

Quatro petroleiros, todos gerenciados por interesses gregos, sofreram danos devido a ataques de drones não identificados no Mar Negro na terça-feira.

O incidente ocorreu enquanto as embarcações seguiam para o terminal do Consórcio do Gasoduto do Cáspio (CPC), situado na costa russa, para carregar carga de petróleo.

O ataque foi confirmado por oito fontes diferentes em um relatório da Reuters.

Esse ataque levanta preocupações significativas sobre a segurança do comércio marítimo e os riscos crescentes na região do Mar Negro, especialmente para embarcações envolvidas no comércio de energia.

Vulnerabilidade no terminal CPC

A identidade dos autores e a natureza exata dos danos permanecem incertas.

A Ucrânia ainda não emitiu uma declaração sobre os ataques recentes, e o PCC recusou-se a comentar sobre o incidente.

Um ataque de um drone ucraniano a um importante ancoradouro do Consórcio de Oleodutos do Cáspio (CPC) próximo a Novorossiysk interrompeu significativamente os embarques de petróleo bruto em 29 de novembro.

A instalação portuária é crucial para a exportação de petróleo, especialmente do Cazaquistão.

Os danos a um dos três principais ancoradouos imediatamente dificultaram a capacidade de exportação do oleoduto, levando a uma queda perceptível no volume das exportações de petróleo e, consequentemente, forçando uma redução na produção de petróleo dentro do Cazaquistão.

Esse incidente ressalta a vulnerabilidade da infraestrutura energética crítica a conflitos geopolíticos e tem repercussões econômicas diretas para as nações produtoras de petróleo que dependem da rota do PCC.

A produção de petróleo e condensado de gás no Cazaquistão sofreu uma queda acentuada de 35% nos primeiros doze dias de janeiro, em comparação com a média de produção em dezembro, segundo a Reuters.

Essa queda significativa é atribuída principalmente a desafios logísticos e gargalos de exportação, especialmente em relação às restrições no terminal do Mar Negro.

Impacto nas exportações de petróleo do Cazaquistão

O Cazaquistão, um grande produtor de energia, depende fortemente dessas rotas de exportação.

A disrupção destaca a vulnerabilidade do setor de energia do país a problemas externos de transporte, que podem impactar rapidamente os volumes de produção e, consequentemente, o fornecimento global.

A restrição no terminal crucial do Mar Negro é um fator chave que impulsiona essa redução substancial na produção de energia do país.

As exportações de petróleo do Cazaquistão continuam por meio de um atraque, segundo o ministério da energia do país na terça-feira.

Vários petroleiros estão envolvidos na exportação de petróleo produzido no Cazaquistão. Um navio, o Delta Harmony, gerenciado pela Delta Tankers da Grécia, era esperado para carregar petróleo da Tengizchevroil, uma unidade da grande petrolífera americana Chevron.

Outro petroleiro, o Matilda, gerenciado pela grega Thenamaris, era esperado para carregar petróleo proveniente de Karachaganak.

O Matilda, enquanto aguardava em condição de lastro a 30 milhas do CPC, foi atingido por dois drones, confirmou um funcionário da Thenamaris na reportagem.

Um incêndio teria sido extinto rapidamente após ocorrer a bordo de uma embarcação, segundo duas fontes da segurança marítima.

Separadamente, dois petroleiros adicionais — o Freud, gerenciado pela TMS da Grécia, e o Delta Supreme, gerenciado pela Delta Tankers — foram atingidos por drones próximos ao terminal do CPC, segundo o relatório.

O oleoduto do CPC transporta petróleo até o terminal Yuzhnaya Ozereyevka, no Mar Negro, situado próximo a Novorossiisk, no sul da Rússia.