Perda de produção de energia no Oriente Médio pode levar 2 anos para recuperar: AIE

Perda de produção de energia no Oriente Médio pode levar 2 anos para recuperar: AIE
Rivanshi Rakhrai
17 de abr. de 2026, 03:49 AM

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Invezz
Brent crude (buy)

Comprar futuros de Brent crude do mês mais próximo (ou CFD de Brent). A AIE sinaliza cerca de 2 anos para retorno aos níveis pré-guerra e uma nova lacuna de oferta: nenhum novo petroleiro foi carregado em março e não houve novas entregas para a Ásia. Essa combinação aperta a oferta imediata e mantém a curva com pressão compradora, com probabilidade de volatilidade elevada persistindo.

Key Risk: Reabertura rápida do Estreito de Hormuz com carregamentos sustentados de novos petroleiros, fazendo colapsar a lacuna de oferta imediata e levando o Brent de volta a níveis normais de carry.

Spreads de crack do refino asiático (buy)

Comprar exposição a middle-distillates de Cingapura/Ásia via 3-2-1 crack spread (ou ETF/CFD de crack de destilados equivalente). Em segunda ordem: o 'sem novas entregas' de março afeta primeiro a disponibilidade de matéria-prima, apertando o suprimento de destilados para a Ásia enquanto o petróleo pode estar parcialmente coberto por embarques anteriores — comprimindo estoques e ampliando os spreads de crack mesmo que o petróleo de referência se estabilize.

Key Risk: Retomada dos fluxos de petróleo e um aumento acentuado nas importações de produtos para a Ásia, normalizando os saldos de destilados e esmagando os spreads de crack.

  • A produção energética do Oriente Médio pode levar dois anos para se recuperar.
  • Risco de fechamento do Estreito de Hormuz pode elevar os preços.
  • A AIE pronta para usar reservas de petróleo de emergência, se necessário.

Os mercados energéticos globais estão entrando em um período de incerteza prolongada à medida que as interrupções de abastecimento ligadas ao conflito no Oriente Médio começam a se aprofundar, com a recuperação prevista para levar anos em vez de meses.

O alerta vem de Fatih Birol, que disse que o impacto total da crise só agora começa a emergir.

Birol, que chefia a Agência Internacional de Energia, disse em entrevista ao jornal Neue Zuercher Zeitung que o cronograma de recuperação variará entre os países.

No entanto, a perspectiva geral permanece prolongada.

"Isso variará de país para país. No Iraque, por exemplo, levará muito mais tempo do que na Arábia Saudita. No entanto, estimamos que levará aproximadamente dois anos no total para voltar aos níveis pré-guerra", disse Birol, conforme citado em relatório da Reuters.

Suas observações destacam o ritmo desigual de recuperação entre as principais nações produtoras de petróleo afetadas pelo conflito em curso.

Interrupção no Estreito de Hormuz é vista como risco-chave

Birol advertiu ainda que os mercados podem estar subestimando as potenciais consequências de uma interrupção prolongada no Estreito de Hormuz.

A via marítima é uma rota crítica para embarques globais de petróleo e gás, e qualquer fechamento prolongado poderia perturbar significativamente as cadeias de abastecimento.

Segundo Birol, o impacto imediato do conflito foi parcialmente amortecido por carregamentos que já estavam a caminho antes da escalada das hostilidades no Irã.

Essas entregas já alcançaram seus destinos, aliviando temporariamente as preocupações com o abastecimento.

No entanto, ele apontou para uma lacuna de oferta crescente que começa a emergir.

"Mas nenhum novo petroleiro foi carregado em março. Não houve novas entregas de petróleo, gás ou combustíveis aos mercados asiáticos. Essa lacuna agora está se tornando aparente. Se o Estreito de Hormuz não for reaberto, devemos nos preparar para preços de energia significativamente mais altos," disse Birol, segundo a Reuters.

Lacunas de oferta começam a surgir nos mercados globais

A ausência de novos embarques em março começou a expor vulnerabilidades no abastecimento energético global, particularmente em mercados asiáticos que dependem fortemente de importações do Oriente Médio.

Os comentários de Birol sugerem que, enquanto as interrupções de curto prazo foram mascaradas por remessas anteriores, a falta de novo abastecimento agora está se tornando mais visível.

Essa lacuna emergente pode apertar os mercados globais e aumentar a volatilidade dos preços se as rotas de fornecimento permanecerem restritas.

AIE considera medidas de emergência adicionais

Birol também abordou a possibilidade de intervenção adicional por parte da AIE por meio de liberações de reservas estratégicas de petróleo, após uma medida em março.

Quando questionado se a agência poderia iniciar outra liberação, ele indicou que a opção permanece em análise.

Sua declaração indica que, embora nenhuma ação imediata tenha sido tomada, a agência permanece preparada para responder caso as condições de mercado piorem.

Perspectiva permanece incerta

Os comentários do chefe da AIE ressaltam a incerteza contínua nos mercados energéticos globais.

Os prazos de recuperação permanecem incertos, e muito dependerá de como a situação geopolítica evoluirá, especialmente em torno de rotas de abastecimento-chave.

Por enquanto, a combinação de recuperação de produção atrasada, rotas de transporte interrompidas e lacunas de oferta emergentes aponta para pressão contínua sobre os preços globais de energia no curto prazo.