IA na Europa em risco por altos custos de energia que deslocam centros de dados
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Compra: Exposição a data centers nórdicos ligados à Microsoft por meio de REITs/veículos de infraestrutura nórdicos (por exemplo, Digital Realty é listada nos EUA, portanto usar operadores listados na Europa como Global Switch (se listada) ou beneficiários nórdicos de energia/infraestrutura; foco em operadores da Noruega/Suécia/Dinamarca com ocupação hyperscale). Justificativa: o artigo afirma que quase todas as grandes empresas de IA estão na Noruega e que a Microsoft está se expandindo lá; preços de energia baixos e mix de rede tornam os locais nórdicos o “padrão” para nova capacidade de IA à medida que as regiões europeias de alto custo estagnam.
Key Risk: Um aumento repentino do preço da energia ou uma restrição de rede nos países nórdicos que force os hyperscalers a pausar ou realocar capacidade.
Venda: desenvolvedores/operadores de data centers no Reino Unido e na Alemanha com forte exposição a mercados de alto custo de eletricidade (por exemplo, REITs/operadores de data centers listados no Reino Unido e pares alemães). Justificativa: a eletricidade é cerca de 2x a dos EUA e ~50%+ mais alta do que na China/Índia; a OpenAI pausou um grande projeto no Reino Unido devido a custos energéticos e entraves regulatórios — sinalizando risco de demanda e compressão de margens para novas construções.
Key Risk: Queda dos custos de energia mais rápida do que o esperado (ou melhora regulatória) e esses mercados readquirem demanda de hyperscalers, revertendo o impacto nos lucros.
- Preços de eletricidade na Europa são o dobro dos EUA e 50% maiores do que na China.
- Altos custos paralisam o projeto Stargate da OpenAI no Reino Unido; investidores miram EUA e China.
- França e países nórdicos ganham vantagem com liderança nuclear e mix energético renovável.
Os preços da eletricidade em alta na Europa estão ameaçando suas ambições de competir com os EUA e a China em inteligência artificial, à medida que data centers, com alto consumo de energia, enfrentam custos crescentes e investidores procuram cada vez mais outros destinos, segundo um relatório da CNBC.
Especialistas alertam que, sem energia mais barata, a Europa corre o risco de ficar muito atrás na corrida da IA.
A Europa tem como objetivo tornar-se líder em IA, mas os custos de energia na região estão minando essas ambições.
Desafio da IA na Europa
Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), os preços da eletricidade para indústrias intensivas em energia na Europa são, em média, o dobro dos dos EUA e 50% mais altos do que na China e na Índia.
Essa disparidade é particularmente prejudicial para a IA, já que os data centers — essenciais para treinar e operar grandes modelos — consomem quantidades enormes de energia.
Michael Brown, estrategista global de investimentos da Franklin Templeton, disse à CNBC que a geografia é agora um fator decisivo nos investimentos em IA.
“Se eu fosse construir o próximo data center de $7 billion, seria nos EUA ou na China”, disse ele, destacando a desvantagem da Europa.
Data centers e pressão sobre a energia
Os data centers já representam 2% do consumo global de eletricidade, ante 1,7% em 2024, segundo a International Data Center Authority (IDCA).
Em alguns países, o consumo se aproxima de limites críticos: os EUA estão em 6%, o Reino Unido em 5,8% e Singapura em quase 20%.
Quando os data centers ultrapassam 5% do consumo nacional de eletricidade, a resistência política e comunitária normalmente se intensifica.
Olivier Darmouni, professor associado da HEC Paris, afirmou que o boom da IA é um sinal de alerta para que a Europa trate a energia como uma questão de soberania econômica.
Ele advertiu que, sem corrigir o sistema energético, a Europa não conseguirá garantir preços acessíveis, competitividade ou liderança tecnológica.
Vencedores e perdedores
Nem toda a Europa é igualmente afetada.
Alemanha e Reino Unido enfrentam custos elevados de eletricidade — em média $88.97 por MW na Alemanha e $111.65 no Reino Unido, comparados a $28 nos EUA.
Isso já levou a reveses: a OpenAI pausou seu projeto Stargate no Reino Unido, citando custos de energia e obstáculos regulatórios.
Em contraste, França e países nórdicos estão se destacando como vencedores. A França se beneficia de sua liderança em energia nuclear, enquanto Noruega, Suécia e Dinamarca desfrutam de preços baixos de eletricidade e de matrizes energéticas diversificadas.
O gerente principal de programas da Nvidia, Vladimir Prodanovic, observou que “quase todas as grandes empresas de IA estão na Noruega”, com a Microsoft investindo bilhões em data centers nórdicos, incluindo um acordo de $6.2 billion na Noruega e ampliações na Suécia e na Dinamarca.
Riscos de ficar para trás
Chris Seiple, da Wood Mackenzie, identificou três razões pelas quais a Europa fica atrás no desenvolvimento de data centers: altos custos de energia, desvantagens geográficas e construção de infraestrutura mais lenta.
Ele alertou que esses fatores tornam a Europa “um pouco mais desafiadora” para investimentos em IA em comparação com os EUA e a China.
Darmouni acrescentou que a escala da Europa está muito atrás: “A escala do que vemos nos EUA em comparação com a Europa é como 1 para 100.”
Igualar a capacidade dos EUA exigiria novos investimentos massivos, mas os crescentes custos de energia tornam isso improvável.
Perspectivas
As ambições da Europa em IA estão colidindo com sua realidade energética. Sem eletricidade mais barata e desenvolvimento de infraestrutura mais rápido, a região corre o risco de perder terreno para os EUA e a China.
Analistas dizem que a integração entre redes elétricas nacionais e novas fontes de energia é essencial se a Europa quiser competir.
O futuro da Europa na IA pode depender não de algoritmos ou talento, mas de sua capacidade de garantir eletricidade acessível para alimentar os data centers que impulsionam a tecnologia.
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