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STOXX 600 abre neutro enquanto investidores avaliam negociações EUA-Irã e BCE

STOXX 600 abre neutro enquanto investidores avaliam negociações EUA-Irã e BCE
Rivanshi Rakhrai
24 de jun. de 2026, 05:05 AM

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Segro sobre oferta da Prologis

Comprar Segro (SGRO.L). A oferta de $16.6bn da Prologis e a rejeição da proposta pela Segro configuram um cenário clássico para uma contraproposta superior ou expectativas de prêmio de aquisição maior, elevando todo o complexo de REITs de armazéns do Reino Unido.

Key Risk: A Prologis desiste ou reguladores/condições de financiamento bloqueiam uma oferta superior, fazendo com que a Segro volte a negociar segundo os fundamentos.

Rheinmetall vs TKMS

Vender Rheinmetall (RHM.DE) após o cancelamento do plano do navio de guerra: o mercado já está reprecificando uma construção alemã mais lenta e em escala menor. Comprar TKMS (TKMS.DE) diante da mesma mudança de aquisições para oito fragatas menores, o que deve apoiar a visibilidade de pedidos de curto prazo e o sentimento.

Key Risk: A Alemanha reverte a decisão e restaura o programa do grande navio de guerra, anulando a reavaliação do processo de aquisição.

  • As ações europeias pouco se alteraram enquanto investidores acompanhavam os desdobramentos EUA-Irã.
  • A Rheinmetall caiu fortemente após reportagem sobre os planos de aquisições navais da Alemanha.
  • As ações imobiliárias subiram, enquanto os dados da zona do euro indicaram uma atenuação da contração.

As ações europeias abriram sem direção definida na quarta-feira, enquanto investidores avaliavam os desdobramentos das negociações EUA-Irã, acompanhavam as perspectivas de política dos bancos centrais e reagiam a movimentos setoriais na região.

O STOXX 600 pan-europeu recuou 0.02% para 634.50 pontos às 0715 GMT.

O índice refletiu um início de dia cauteloso, com fraqueza em ações de defesa compensada por ganhos em imobiliárias e uma recuperação moderada das ações de tecnologia.

Investidores avaliam desdobramentos EUA-Irã

O sentimento do mercado foi influenciado em parte pelos avanços em torno de um acordo de paz preliminar entre Washington e Teerã.

Os preços do petróleo negociavam perto de $76 o barril, pairando em patamares vistos no início de março, na esperança de que os petroleiros encalhados no Golfo pudessem sair do Estreito de Ormuz após um acordo entre os dois países.

Ainda assim, prevalecia cautela no mercado, pois persistiam discordâncias sobre os termos-chave do acordo.

Os investidores continuaram a avaliar se o aparente avanço nas negociações se traduziria numa redução duradoura das tensões ou permaneceria vulnerável a retrocessos.

As implicações mais amplas do acordo também se estendiam além dos mercados de energia.

A indústria do turismo espera uma recuperação ainda este ano, com mais visitantes previstos para retornar ao Oriente Médio e a destinos próximos, incluindo Chipre e Turquia.

Ações de defesa pressionam o índice

Dentro do STOXX 600, o setor aeroespacial e de defesa liderou as perdas, caindo 1.7%.

O grupo de defesa alemão Rheinmetall esteve entre os maiores declínios, recuando 12.3% após reportagem da mídia dizer que a Alemanha deve abandonar planos de construir seu maior navio de guerra desde a Segunda Guerra Mundial.

A reportagem acrescentou que o país pretende, em vez disso, comprar oito fragatas menores do rival TKMS.

A matéria pesou sobre as ações da Rheinmetall, enquanto a TKMS seguiu na direção oposta.

As ações da TKMS subiram 8.7% enquanto investidores reagiam à perspectiva do plano de aquisições revisado.

Setor imobiliário lidera ganhos

As ações imobiliárias foram as que mais se valorizaram no índice, com o setor subindo 2.4%.

A Segro disparou 17% depois que a Prologis, com sede nos EUA, tornou pública sua oferta de $16.6 billion.

A movimentação ocorreu depois que o proprietário de armazéns do Reino Unido rejeitou a proposta.

O forte salto nas ações da Segro ajudou a impulsionar o setor imobiliário mais amplo e foi uma das maiores contribuições positivas para o STOXX 600 no início das negociações.

Ações de tecnologia se recuperam após venda anterior

As ações de tecnologia também se estabilizaram após uma sessão fraca anterior.

O setor subiu 0.3%, recuperando parte do terreno após sofrer, na sessão anterior, sua maior queda diária em quase cinco meses.

A recuperação ocorreu conforme as ações de memória na Ásia se recuperaram.

As ações sul-coreanas avançaram 3.3%, oferecendo suporte a nomes europeus ligados a semicondutores.

Entre ações individuais, a Infineon subiu 0.9%.

Os fornecedores de equipamentos para chips BE Semiconductor e ASML subiram 0.4% cada.

Caminho do BCE e dados da zona do euro continuam em foco

Além dos desdobramentos geopolíticos, os operadores também observavam o caminho esperado da política monetária dos principais bancos centrais globais.

Segundo dados compilados pela LSEG, os mercados precificavam outro aumento de 25 basis points na taxa de juros pelo Banco Central Europeu até o final do ano.

Novos dados de atividade empresarial da zona do euro acrescentaram outra camada à narrativa do mercado.

A atividade empresarial manteve-se em território de contração em junho, mas melhorou em relação ao mês anterior, segundo uma pesquisa-chave divulgada na terça-feira.

O índice de gerentes de compras da zona do euro, publicado pela S&P Global, subiu para 49.5 em junho, de 48.5 em maio, registrando a maior leitura em três meses.

Uma leitura acima de 50 sinaliza expansão, enquanto um valor abaixo de 50 indica contração.

O economista-chefe de negócios da S&P, Chris Williamson, afirmou que a economia da zona do euro continuou a mostrar resiliência, apesar de permanecer sob pressão.

“A economia da zona do euro está mostrando resiliência suficiente para praticamente evitar uma recessão”, disse Williamson em nota.

“O PMI flash registrou apenas uma ligeira queda na atividade empresarial em junho, o que significa que a pesquisa é indicativa de um PIB inalterado ao longo do segundo trimestre”, acrescentou.

Tomados em conjunto, os movimentos do mercado apontaram para um tom cauteloso, porém seletivo, nas negociações europeias.

Os investidores ponderaram o otimismo em torno de um possível alívio nas tensões no Oriente Médio com a incerteza sobre a durabilidade desse progresso, ao mesmo tempo em que assimilavam desdobramentos corporativos e sinais dos dados econômicos.