Ações da Lucid caem após 2º tri; perdas e queima de caixa ofuscam receita

Ações da Lucid caem após 2º tri; perdas e queima de caixa ofuscam receita
Ananthu C U
05 de ago. de 2026, 14:33 PM

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Invezz
LCID — compra (EV em dificuldades alavancado a um ajuste de custos)

Comprar Lucid (LCID). A ação caiu ~15% em um trimestre que ainda mostrou crescimento de receita e aumento das entregas (Gravity ajudando). A administração apresentou ações concretas para reduzir a queima de caixa (corte de 20% da força de trabalho nos EUA, eliminação do turno no Arizona) além de um plano quantificado de melhorias de fluxo de caixa de US$ 1,4 bilhão para 2026. Se a “redefinição operacional” começar a aparecer em redução do prejuízo bruto e da queima de caixa, o mercado pode reavaliar rapidamente a ação, pois as expectativas já estão quebradas.

Key Risk: Eles não reduzem a queima de caixa o suficiente e ainda precisam de uma grande captação diluidora antes que as economias de 2026 entrem em vigor.

LCID — venda (risco de financiamento vs. alegação de liquidez até 2027)

Vender Lucid (LCID) a descoberto/evitar posição longa. O superávit de receita não importa quando o prejuízo bruto aumentou e a queima de caixa acelerou 46%. A linguagem sobre liquidez (“bem além de 2027”) ainda pode ser sobrecarregada por atrasos de execução, capex mais alto ou demanda mais fraca, forçando outro ciclo de financiamento. A ação também é estruturalmente frágil dado rumores prévios de falência/fechamento de capital e passivos de longo prazo em curso.

Key Risk: Os termos de financiamento pioram (dívida/ação a preços punitivos) porque a queima de caixa permanece alta e os investidores perdem confiança.

  • Lucid cai após resultado do 2º tri e ampliação das perdas.
  • Queima de caixa aumenta apesar de entregas maiores de veículos elétricos.
  • Cortes de custos miram melhoria de fluxo de caixa de US$ 1,4 bilhão.

As ações da Lucid Group LCID caíram cerca de 15% na quarta-feira depois que a fabricante de veículos elétricos divulgou resultados do segundo trimestre que destacaram crescimento contínuo da receita, mas também perdas maiores, aumento da queima de caixa e desafios persistentes de lucratividade.

A empresa reportou receita do segundo trimestre de US$ 405,3 milhões, ante US$ 259 milhões um ano antes.

Embora as vendas tenham superado uma das expectativas de Wall Street de US$ 361 milhões, ficaram abaixo de outra estimativa consensual de analistas de US$ 422,3 milhões.

A Lucid registrou um prejuízo bruto de US$ 427 milhões, acima dos US$ 311 milhões esperados pelos analistas, enquanto o prejuízo por ação foi de US$ 2,78 ante estimativas de US$ 2,36.

A Lucid entregou 3.953 veículos durante o trimestre, em comparação com 3.309 no mesmo período do ano anterior, beneficiada por entregas maiores do SUV Gravity.

A produção de veículos subiu para 4.774 unidades, um aumento de 24% ano a ano, superando o crescimento das entregas.

O comunicado de resultados prolongou um período volátil para a ação.

As ações da Lucid haviam caído abaixo de US$ 2,50 em meados de julho após reportagens de que a empresa estava considerando falência ou fechamento de capital — alegações que a companhia contestou.

O papel depois se recuperou após o investidor saudita Prince Alwaleed Bin Talal Bin Abdulaziz Alsaud divulgar uma participação de 19,5 milhões de ações.

Custos e queima de caixa seguem como principais preocupações

Apesar da receita mais alta, os custos operacionais da Lucid continuaram a subir, impedindo a empresa de aproximar-se da lucratividade.

A queima de caixa acelerou 46% durante o trimestre, com a empresa consumindo aproximadamente US$ 1,5 bilhão.

Um relatório afirmou que a Lucid encerrou o período com menos de US$ 733 milhões em caixa, além de mais de US$ 3 bilhões em dívida de longo prazo e outras obrigações de longo prazo.

Separadamente, a Lucid disse que terminou o trimestre com US$ 3 bilhões em liquidez e afirmou que financiamento adicional fornece liquidez “bem além de 2027”.

A empresa não deve gerar fluxo de caixa livre positivo nesta década, segundo a FactSet, o que sugere que novas captações de capital podem ser necessárias ao longo do tempo.

A administração reconheceu a necessidade de melhorar o desempenho financeiro, descrevendo sua estratégia como uma “redefinição operacional” destinada a reduzir a queima de caixa e melhorar a eficiência.

Cortes de custos e ambições com robotáxis

A Lucid afirmou ter identificado “oportunidades de melhoria de fluxo de caixa de US$ 1,4 bilhão em 2026, abrangendo despesas operacionais, despesas de capital e capital de giro.”

Como parte desses esforços, a empresa reduziu sua força de trabalho nos EUA em 20% e eliminou o segundo turno de produção na sua fábrica no Arizona, ações que devem gerar aproximadamente US$ 158 milhões em economias anuais.

A administração também disse que está revisando investimentos importantes, despesas operacionais e programas de negócios, enquanto planeja converter mais inventário existente em entregas a clientes em vez de aumentar a produção.

Ao mesmo tempo, a Lucid continua a investir no crescimento futuro, incluindo a construção de sua segunda unidade fabril, AMP-2, na Arábia Saudita.

Estratégia de robotáxis segue foco de crescimento de longo prazo

Além do negócio principal de veículos de passeio, a Lucid continua a buscar oportunidades na mobilidade autônoma.

A empresa acredita que os robotáxis podem se tornar um mercado de longo prazo significativo, estimando que a frota global de robotáxis poderia atingir 2,5 milhões de veículos até 2035.

A administração afirmou que esse mercado representa um “mercado endereçável total de veículos de US$ 600 bilhões até 2040 e uma oportunidade de aproximadamente US$ 1 trilhão em todo o ecossistema mais amplo de robotáxis, incluindo software e serviços de mobilidade”.

A Lucid também disse que sua parceria planejada de robotáxis com a Uber poderia ajudar a estimular a demanda futura por seus veículos.

Por ora, no entanto, os investidores permanecem focados nas perdas crescentes da empresa, nos gastos elevados e no desafio de converter entregas mais fortes em lucratividade sustentável.