Sisi pede a Trump que pare guerra com o Irã e alerta que petróleo pode superar US$200

Sisi pede a Trump que pare guerra com o Irã e alerta que petróleo pode superar US$200
Harsh Vardhan
30 de mar. de 2026, 10:58 AM
  • Sisi disse que o conflito poderia desencadear 'choques duplos' de escassez de oferta e de aumento de preços.
  • GCC condena o Irã enquanto o fechamento do Estreito de Ormuz ameaça a energia global.
  • Riscos no fornecimento de fertilizantes poderiam agravar a crise alimentar, alerta Sisi.

O presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi instou o presidente dos EUA, Donald Trump, a intervir para deter a guerra com o Irã, alertando que um conflito prolongado poderia elevar o preço do petróleo acima de US$200 por barril.

Ele fez o apelo na segunda-feira durante o Egypt Energy Show 2026, no Cairo.

“Eu digo ao presidente Trump: ninguém pode parar a guerra em nossa região, no Golfo, além de você,” disse Sisi, acrescentando: “Por favor, senhor presidente, por favor. Ajude-nos a parar a guerra. O senhor é capaz de fazê-lo.”

Choques de oferta e no petróleo se avizinham

Sisi afirmou que o conflito poderia desencadear "choques duplos" de escassez de oferta e de aumento de preços que ainda não atingiram totalmente os mercados.

Ele advertiu que ataques a instalações de energia, incluindo locais de produção e refinarias, poderiam ter "repercussões muito sérias" para a economia global e para os preços dos combustíveis.

Observadores do mercado haviam advertido que o preço de um barril de petróleo poderia ultrapassar US$200, e isso não é exagero.

Riscos com fertilizantes aumentam a pressão

Sisi também alertou que interrupções nas exportações de fertilizantes poderiam repercutir nos mercados globais de alimentos.

Ele disse que nações mais ricas poderiam absorver os custos mais altos, mas economias de renda média e frágeis poderiam sofrer um "impacto muito, muito severo" sobre a estabilidade.

Líderes do Golfo condenam ataques

Mais cedo no evento, o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), Jasem Mohamed Albudaiwi, condenou ataques iranianos à infraestrutura energética e o fechamento do Estreito de Ormuz, pedindo uma proteção mais forte dos corredores marítimos.

O estreito já transportava cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo, tornando qualquer interrupção uma grande ameaça aos mercados de energia.

Estados membros do GCC — Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Omã e Bahrein — enfrentaram ataques de drones e mísseis.

Cairo busca diplomacia

O Egito condenou ataques a estados árabes do Golfo e buscou vias diplomáticas para evitar uma guerra mais ampla, reportou a Reuters.

Sisi também atribuiu a Trump o mérito de ajudar a encerrar a guerra em Gaza, afirmando que somente o presidente dos EUA poderia deter esse conflito antes que um cessar-fogo fosse assinado em Sharm el-Sheikh, em novembro.

O apelo destaca a crescente preocupação com a segurança energética e a inflação dos alimentos à medida que o conflito no Golfo se intensifica.

Com as rotas de navegação sob pressão e a infraestrutura energética em risco, líderes regionais pressionam por uma diplomacia urgente para conter os desdobramentos.