Fundos hedge a caminho dos maiores retornos mensais em mais de uma década

Fundos hedge a caminho dos maiores retornos mensais em mais de uma década
Rivanshi Rakhrai
16 de abr. de 2026, 08:04 AM

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Invezz
Long/short no setor de saúde

Comprar exposição long/short em ações do setor de saúde (por exemplo, posições long em defensivas de saúde dos EUA como UNH, JNJ; posições short em nomes do setor com alto beta/cíclicos em fase tardia e menor durabilidade de fluxo de caixa). Justificativa: fundos long/short de saúde dispararam 33,6% no trimestre, sinalizando vantagem dos gestores e dispersão persistente; a demanda defensiva por saúde, somada ao alfa gerado pela seleção de ações, deve continuar funcionando enquanto a volatilidade permanecer elevada.

Key Risk: Uma rotação agressiva de risco para ativos cíclicos que reduza a dispersão no setor de saúde e force o desfazer de posições long concentradas.

Long/short com foco na Ásia

Comprar exposição long/short com foco na Ásia (por exemplo, posições long em exportadores de qualidade da China/Ásia e beneficiários domésticos como TSM, 0700.HK; posições short em incorporadoras superalavancadas da China/Ásia e cíclicos de baixa qualidade). Justificativa: estratégias focadas na Ásia tiveram alta de 28,1%, e alocadores mantiveram entradas de capital apesar das quedas em março — sustentando capital contínuo para operações ativas impulsionadas por dispersão.

Key Risk: Choque de política ou nova escalada geopolítica que rompa o canal de lucros e liquidez China/Ásia, sobrecarregando a seleção de ações.

  • Fundos hedge registram melhores retornos mensais desde 2016.
  • Estratégias long-short de ações lideram os ganhos em meio à recuperação do mercado.
  • Fundos da Ásia e de saúde superam, enquanto a volatilidade amplia a dispersão.

Fundos hedge estão a caminho de entregar seu melhor desempenho mensal em mais de uma década, recuperando-se de uma forte queda em março, segundo nota do Goldman Sachs citada em reportagem da Reuters.

A recuperação segue um período difícil desencadeado pela guerra no Irã, que pressionou os retornos durante março.

No entanto, a melhora nas condições de mercado ajudou os fundos a retomar o ímpeto, mostrou o relatório trimestral do setor de hedge funds do Goldman Sachs.

Estratégias long-short impulsionam ganhos mensais

Gestores que adotam estratégias long e short em ações surgiram como os melhores desempenhos neste mês.

Goldman Sachs diz que esses fundos registram alta de 7,7% até o fechamento de terça-feira deste mês.

Isso marca seu melhor desempenho mensal desde o início de 2016, quando o banco passou a acompanhar os dados.

Posições long se beneficiam quando os preços dos ativos sobem, enquanto posições short geram lucro quando os preços caem.

A combinação permitiu aos gestores navegar por condições voláteis e capturar ganhos de ambos os lados do mercado.

No acumulado do ano, fundos long-short de ações ganharam aproximadamente 6,7%, com gestores focados na Ásia e na China liderando o desempenho geral.

Desempenho do primeiro trimestre permanece modesto

Apesar da recuperação recente, o desempenho geral dos hedge funds no primeiro trimestre permaneceu relativamente modesto.

Fundos de todas as estratégias registraram ganhos médios de 1,6% no trimestre.

Isso ocorre após um março difícil, quando os fundos caíram 1,8%, enquanto traders macro enfrentaram perdas generalizadas durante a turbulência de mercado.

Os dados destacam a amplitude da recuperação em abril, à medida que os fundos reverteram as quedas anteriores e voltaram a território positivo.

Fortes entradas sustentam fundos com foco em ações

Fundos long-short de ações atraíram interesse significativo de investidores durante o trimestre encerrado em março.

Esses fundos registraram suas maiores entradas desde 2022, apoiados pelo sentimento otimista continuo entre alocadores e cotistas.

Os investidores continuaram a apoiar os gestores apesar das recentes dificuldades do mercado, sinalizando confiança na capacidade deles de gerar retornos em ambientes voláteis.

Perdas menores em comparação a carteiras tradicionais

Durante março, os fundos hedge mostraram resiliência relativa em comparação com carteiras de investimento tradicionais.

Os fundos hedge tiveram 35% das perdas observadas em carteiras alocadas 60% em ações e 40% em títulos, conforme mencionado em reportagem da Reuters.

Essa redução comparativa do drawdown ressalta as características defensivas das estratégias de hedge funds durante períodos de estresse de mercado.

Aumento da dispersão destaca volatilidade do mercado

O relatório também apontou para um forte aumento na dispersão entre os retornos dos hedge funds.

A diferença entre fundos com melhor e pior desempenho subiu para seu nível mais alto em três anos durante março.

Isso reflete maior volatilidade e resultados divergentes dependendo da estratégia e do posicionamento.

Desempenho por setor e estratégia

Certas estratégias e setores entregaram desempenho de destaque durante o trimestre.

Fundos long-short de ações geraram os chamados retornos de 'alfa', ou lucros derivados da habilidade de negociação em vez dos movimentos mais amplos do mercado.

Fundos market-neutral tiveram alta de 10,3%, enquanto fundos focados em saúde dispararam 33,6%.

Estratégias focadas na Ásia também tiveram desempenho forte, com ganhos de 28,1%.

A divergência nos retornos evidencia como estratégias direcionadas e exposição regional desempenharam papel-chave em impulsionar o desempenho dos hedge funds durante um período volátil.