Barclays aponta ações de companhias aéreas europeias que você não pode perder

Barclays aponta ações de companhias aéreas europeias que você não pode perder
Devesh Kumar
14 de abr. de 2026, 03:22 AM

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Invezz
IAG

Comprar IAG. A tese do Barclays é que o estresse no combustível e a fragilidade do fornecimento redesenharão o mapa competitivo: balanços mais fortes e exposição premium/transatlântica permitem que a IAG defenda capacidade, proteja preços e compre seletivamente ativos de empresas em dificuldades. Efeito secundário: à medida que companhias europeias mais fracas falham ou se consolidam, a racionalização de slots e de redes se acelera e a malha de rotas da IAG torna-se mais valiosa, sustentando maiores taxas de ocupação e menor concorrência de preço em rotas de longa distância sobrepostas.

Key Risk: Um aumento sustentado do preço do combustível de aviação que force a IAG a reduzir capacidade ou provoque um impacto no balanço devido a uma demanda ou poder de precificação mais fracos do que o esperado.

Ryanair

Comprar Ryanair. A economia de ultra baixo custo deve ter desempenho superior quando os consumidores se tornarem mais sensíveis ao preço e a pressão tarifária aumentar. Efeito secundário: se concorrentes não puderem fazer hedge e enfrentarem estresse de financiamento, a Ryanair ganha participação não apenas pelo preço, mas também por recuperação de malha mais rápida e domínio de rotas em aeroportos com capacidade limitada, elevando as receitas unitárias mesmo que a capacidade do setor se contraia.

Key Risk: Nova alta do petróleo e a ausência de hedge de combustível da Ryanair para o exercício fiscal de 2028 podem provocar colapso de margens e forçar concessões tarifárias e de rotas.

  • Barclays aponta os custos de combustível como força-chave que está remodelando o setor aéreo europeu.
  • IAG vista como resiliente, com balanço patrimonial robusto e exposição a rotas premium.
  • O modelo de baixo custo da Ryanair a posiciona para ganhar participação durante uma desaceleração.

Barclays destacou IAG e Ryanair como suas escolhas preferenciais no setor aéreo europeu e afirmou que os custos elevados de combustível estão fazendo mais do que apenas apertar as margens.

Estão começando a redesenhar o mapa competitivo.

Num momento em que o mundo enfrenta volatilidade do petróleo, perturbações no fornecimento e pressão sobre as tarifas, a recomendação do banco é, na prática, uma aposta na sobrevivência dos mais aptos.

Sinalizou que as companhias mais fracas podem ter dificuldade em absorver o choque, enquanto as companhias aéreas mais fortes poderão emergir com maior participação de mercado e maior poder de precificação.

Isso torna isto mais do que uma nota rotineira do banco sobre duas ações. É uma aposta mais ampla de que o estresse na indústria separará os prováveis vencedores dos vulneráveis.

Custos de combustível como pontos de pressão

O pano de fundo imediato para a recomendação do Barclays é claro.

O combustível de aviação é um dos maiores custos operacionais de qualquer companhia aérea, e o choque energético atual tornou esse fardo ainda mais difícil de administrar.

O grupo da indústria aeroportuária europeia alertou que a região pode enfrentar uma escassez sistêmica de combustível de aviação em até três semanas, a menos que o Estreito de Ormuz reabra.

O alerta sublinha quão frágeis as condições de abastecimento se tornaram antes da movimentada temporada de verão.

Em março, companhias aéreas na Ásia e na Europa começaram a aumentar tarifas, aplicar sobretaxas de combustível e ajustar horários à medida que o conflito no Oriente Médio elevou os custos do combustível de aviação e perturbou rotas aéreas-chave.

Os preços do combustível de aviação na Europa dobraram desde os ataques de final de fevereiro ao Irã, e os executivos das companhias aéreas alertaram que um conflito prolongado significaria tarifas mais altas e potencialmente menor disponibilidade de combustível.

A economia é simples: quando a demanda por passageiros se mantém estável, os lucros podem ficar sob pressão se os custos de combustível aumentarem mais rápido que as receitas com passagens.

É por isso que o argumento do Barclays tem peso.

A questão real não é apenas se o petróleo permanecerá caro, mas quais companhias aéreas têm balanço patrimonial e força de rede para absorver o choque melhor que os concorrentes.

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Por que o Barclays prefere IAG e Ryanair

Dentro desse contexto, o Barclays vê a IAG e a Ryanair como destaques.

A IAG, proprietária da British Airways, é atraente por sua posição financeira mais sólida e por sua exposição a mercados premium e transatlânticos.

Segundo o Barclays, o banco acredita que a IAG está adotando uma postura cautelosa com um balanço patrimonial robusto, o que lhe dá margem para defender os gastos de capital e potencialmente atuar em oportunidades de empresas em dificuldades.

A Ryanair atrai por um motivo diferente.

Seu modelo ultrabaixo custo lhe confere vantagem natural quando os consumidores se tornam mais sensíveis ao preço.

O Barclays argumenta que o estresse no setor pode abrir oportunidades para a companhia adquirir ativos mais barato caso surjam falências em outros segmentos do mercado.

Mas o banco também destacou um risco importante: a Ryanair não tem hedge de combustível para o exercício fiscal de 2028, deixando-a mais exposta se os preços do petróleo subirem ainda mais.