Volatilidade do petróleo retorna após tensão no cessar‑fogo no Oriente Médio
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Compre contratos futuros de Brent do mês mais próximo (ou um ETF de Brent que acompanhe o contrato do mês mais próximo). A manchete sobre o cessar‑fogo está revertendo a volatilidade para cima, e mesmo um acordo não reabrirá o Estreito de Ormuz rapidamente — o cronograma indicado pela Rystad/Noruega sugere 6–8 semanas para restaurar o fornecimento, mantendo o mercado spot apertado e os futuros suportados. O momentum já está mudando após uma forte liquidação, portanto o mercado provavelmente continuará a reprecificar o risco para cima.
Key Risk: Uma reabertura real e rápida do Estreito de Ormuz (em semanas) que normalize rapidamente os fluxos físicos e elimine o prêmio por oferta apertada.
Venda exposição ao WTI via contratos futuros do mês mais próximo (ou opere vendido em WTI versus Brent usando um spread WTI/Brent). O texto aponta que os futuros podem precificar o acordo imediatamente, mas as restrições físicas mantêm o spot elevado — isso tende a favorecer o Brent mais que o WTI quando o risco do Estreito é o fator principal. Com o WTI já afastado das mínimas e o mercado ainda em queda semanal, a pressão de baixa pode persistir se as negociações de paz fraquearem ou se os spreads revertam à média.
Key Risk: O WTI alcançar o Brent porque o mercado passa de um 'risco do Estreito' para um choque amplo de oferta/demanda global que eleva ambos os referenciais simultaneamente.
- Brent sobe 1,1% para US$101,10 enquanto tensões no cessar‑fogo aumentam.
- Rystad diz que recuperação do fornecimento leva de seis a oito semanas após o acordo.
- CFTC investiga operações de US$7 bilhões ligadas a mudanças na política de guerra entre EUA e Irã.
Os preços do petróleo subiram cerca de 1% na sexta-feira, após um frágil cessar‑fogo entre os EUA e o Irã vacilar, reavivando o conflito e derrubando o otimismo em relação a uma rápida reabertura do Estreito de Ormuz, rota vital para remessas globais de petróleo e gás natural liquefeito.
No fechamento desta matéria, o contrato de Brent estava em US$101,10 por barril, alta de 1,1%, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) cotava US$95,60 por barril, alta de 0,8%.
Os referenciais haviam registrado alta de 3% no início do pregão asiático na sexta-feira.
Volatilidade de preços e perspectivas de paz
Após três dias de perdas, o mercado teve ganhos após relatos desta semana de que os EUA e o Irã estavam perto de um acordo de paz.
O acordo interromperia os combates atuais, mas adiaria a abordagem de preocupações maiores sobre o desenvolvimento nuclear do Irã.
Apesar dos ganhos recentes, ambos os contratos ainda devem registrar uma queda semanal de aproximadamente 6%.
O contrato de Brent havia caído a uma mínima de 10 dias de cerca de US$96,80 ao meio‑dia de quinta-feira, marcando uma queda significativa de 16% em relação à máxima do início desta semana.
Essa queda foi provocada por dois fatores principais: os EUA terem abandonado seu plano de escolta, e uma reportagem da Axios indicando que EUA e Irã estavam próximos de um acordo em um memorando de uma página com 14 pontos que poderia resolver o conflito.
Especialistas da Rystad Energy acreditavam que, mesmo se EUA e Irã fecharem um acordo de paz, o mercado físico de petróleo permaneceria restrito.
A agência de inteligência energética com sede na Noruega disse que o mercado de futuros precificaria o acordo imediatamente, mas a restauração do fornecimento pelo Estreito de Ormuz levaria mais seis a oito semanas, o que manteria os preços spot elevados.
“O mercado está à beira de um colapso total. A formação de preços deixou de se ancorar em uma leitura pragmática da trajetória da guerra ou nas realidades físicas no Estreito de Ormuz”, disse Vandana Hari, fundadora da Vanda Insights, em reportagem da Reuters.
Ceticismo do mercado e conflito renovado
Os preços do petróleo dispararam na sexta-feira depois que o Irã alegou que os EUA haviam quebrado o cessar‑fogo de um mês.
Os EUA, porém, contra‑argumentaram que seus ataques foram em retaliação ao disparo do Irã contra navios da Marinha americana que navegavam pelo Estreito de Ormuz na quinta‑feira.
Apesar do recrudescimento dos combates, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou a repórteres na quinta‑feira que o cessar‑fogo permanecia ativo.
Isso ocorreu após as Forças Armadas do Irã alegarem que os EUA haviam atingido um petroleiro iraniano, outra embarcação e áreas civis tanto no continente quanto no estreito.
A administração dos EUA continua a exagerar as perspectivas de distensão, e um mercado enviesado pelo otimismo compra essa história. Curiosamente, a cada vez a recuperação é gradual e incompleta, tornando os falsos sinais de alta ao menos parcialmente eficazes.
A troca de tiros ocorreu enquanto Washington aguardava a resposta do Irã à proposta de paz mais recente.
Essa proposta não resolveu várias questões controversas, incluindo a exigência dos EUA de reabrir o Estreito de Ormuz, que era a passagem de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e GNL antes do início da guerra em 28 de fevereiro.
A Commodity Futures Trading Commission (CFTC) dos EUA está investigando aproximadamente US$7 bilhões em operações relacionadas ao preço do petróleo realizadas pouco antes de anúncios‑chave do presidente Trump sobre a política de guerra com o Irã, informou a Reuters na quinta‑feira.
A maioria dessas operações eram posições vendidas, apostas na queda dos preços, feitas na Intercontinental Exchange (ICE) e na Chicago Mercantile Exchange (CME).
Essas operações ocorreram antes das declarações de Trump sobre adiamentos de ataques, cessar‑fogos ou outras mudanças na política em relação ao Irã, que tipicamente resultavam em queda nos mercados de petróleo.
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