Petróleo atinge máxima de julho após novo ataque no Hormuz elevar temores de oferta

Petróleo atinge máxima de julho após novo ataque no Hormuz elevar temores de oferta
Devesh Kumar
18 de ago. de 2026, 01:40 AM

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Invezz
Brent (BZ=F)

Comprar futuros de Brent. O artigo evidencia um estrangulamento de oferta real e mensurável: as travessias em Hormuz estão muito aquém do normal e um novo ataque danificou uma embarcação. Com estoques provavelmente se apertando e a produção do Golfo ainda abaixo do normal, o mercado está reprecificando um “prêmio geopolítico de oferta” persistente, não um fato isolado de um dia. O Brent também reage mais do que o WTI porque tem exposição direta maior às rotas marítimas do Oriente Médio.

Key Risk: Uma resolução diplomática rápida ou uma melhora clara e sustentada no tráfego em Hormuz que elimine o prêmio de oferta.

WTI (CL=F)

Comprar WTI, mas em tamanho menor que o Brent. Embora a narrativa seja menos específica aos EUA, o mesmo risco em Hormuz/Bab el-Mandeb pode elevar os preços do petróleo globalmente e puxar o WTI para cima via arbitragem entre mercados e equilíbrios globais mais apertados. O artigo observa que o WTI está se aproximando de US$85 após atingir US$85,37, sinalizando um momentum que pode se estender se os temores de oferta persistirem.

Key Risk: A destruição da demanda acelerar mais rápido que o risco de oferta (os preços dos combustíveis continuam reduzindo o consumo), limitando o WTI apesar do susto geopolítico.

  • Brent ultrapassa US$91 à medida que tensões no Hormuz intensificam o risco de oferta global.
  • WTI se aproxima de US$85 enquanto o tráfego de petroleiros por Hormuz continua severamente reduzido.
  • Preocupações com a demanda limitam os ganhos, apesar dos riscos do Oriente Médio elevarem os preços do petróleo.

Os preços do petróleo estenderam sua alta na terça-feira, à medida que as esperanças de um acordo EUA-Irã enfraqueciam e outro incidente marítimo no Estreito de Hormuz colocou os riscos de oferta global de volta ao centro do mercado.

O Brent ultrapassou US$91 por barril, seu nível mais forte desde o final de julho, enquanto o West Texas Intermediate se aproximou de US$85 após atingir US$85,37 mais cedo na sessão.

Ambos os referenciais estendem os fortes ganhos de segunda-feira enquanto os operadores reavaliam quão rápido os fluxos de petróleo do Oriente Médio podem se normalizar.

A perturbação no Hormuz leva o Brent de volta acima de US$90

O movimento mais recente está sendo impulsionado menos por fundamentos específicos dos EUA e mais pela deterioração do quadro de segurança em torno de duas rotas marítimas globais cruciais.

O Irã alertou que poderia adotar uma postura militar mais agressiva depois que os esforços para alcançar um acordo permanente com Washington estagnaram.

Os EUA também descartaram a extensão do acordo temporário de cessar-fogo alcançado em junho.

Dados de navegação evidenciam por que os operadores seguem nervosos.

Apenas seis embarcações de carga cruzaram Hormuz na segunda-feira, ainda bem abaixo da média recente de 10 dias de 11. Não foram registradas passagens pelo estreito de very large crude carriers nem de petroleiros de GNL.

O risco se intensificou na terça-feira depois que a UK Maritime Trade Operations reportou que um navio deixando o estreito foi atingido por um projétil não identificado, danificando sua casa de máquinas e causando uma vítima entre a tripulação.

O analista da KCM Trade Tim Waterer enxerga a falta de progresso entre Washington e Teerã, combinada com a atividade de navegação muito limitada, como fator que mantém embutido um prêmio de oferta significativo no petróleo.

Ele também considera os riscos simultâneos em Hormuz e no Bab el-Mandeb como ameaças centrais — e não periféricas — à oferta de petróleo.

Estoques apertados ampliam o prêmio geopolítico

O mercado físico mais amplo atribui maior peso a esses riscos.

A U.S. Energy Information Administration (EIA) estima que os fluxos de petróleo e líquidos de petróleo por Hormuz averaged pouco mais de 4,9 milhões de barris por dia no segundo trimestre, comparado com 21,6 milhões antes do conflito.

A agência também estima que os estoques globais podem cair 3,8 milhões de barris por dia durante o terceiro trimestre, à medida que a produção no Golfo, interrompida, continua a impactar o mercado.

A International Energy Agency (IEA) também reduziu sua perspectiva de oferta global para 2026, projetando uma queda de produção de 4,3 milhões de barris por dia neste ano.

A produção no Golfo permaneceu 8,3 milhões de barris por dia abaixo dos níveis normais em julho.

Isso ajuda a explicar por que o Brent responde com mais intensidade do que o WTI. O indicador internacional tem maior exposição direta a interrupções no fornecimento marítimo do Oriente Médio.

Demanda mais fraca ainda pode limitar a alta

Os temores de oferta não significam automaticamente que o petróleo retornará aos picos extremos vistos no início do conflito.

Preços elevados dos combustíveis já afetaram o consumo, enquanto a EIA espera uma queda no uso global de petróleo em 2026.

Seu cenário base pressupõe que o tráfego em Hormuz melhore gradualmente, permitindo que o Brent fique em média por volta de US$85 no terceiro trimestre antes de cair para cerca de US$78 no quarto.

Isso deixa o petróleo preso entre duas forças poderosas. Ataques contínuos ou uma ruptura mais profunda na diplomacia poderiam manter o Brent acima de US$90 e puxar o WTI para níveis mais altos.